UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA
"JÚLIO DE MESQUITA FILHO"
Reitoria
 
     
 
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Setembro/2008 – Ano XXII – nº 237   ::   Suplemento   ::   Encarte Eleição [Voltar]
 
:: ELEIÇÃO UNESP 2008 ::

Resumo do Plano de Gestão
Chapa A Unesp Coesa, Eficiente, Autônoma

Para Reitor: Amilton Ferreira Para Vice-reitora: Eunice Oba
(Santa Rita do Passa Quatro-SP, 31/03/1941)
É professor titular do IB de Rio Claro e membro da Aciesp (Academia de Ciências do Estado de São Paulo). Formado em História Natural pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Rio Claro, em 1964, onde fez doutorado em 1966. Tornou-se professor titular em 1982. Complementou sua formação com numerosas bolsas e estágios em instituições estrangeiras. Publicou 52 trabalhos científicos, sendo 23 em revistas estrangeiras. Foi diretor, por três mandatos, do IB de Rio Claro, membro do Conselho Estadual do Meio Ambiente, diretor-executivo da Diretoria de Convênios e Projetos da Fundunesp.
(Mirandópolis-SP, 14/11/1951)
Professora titular da FMVZ, Botucatu. Formada em Medicina Veterinária pela FCMBB (1974). Mestrado: UFMG, 1979. Doutorado: FMVZ, 1985. Pós-doutorado: Instituto de Investigações Agrárias, Madrid (1986). Pós-doutorado: Departamento de Theriogenology, Universidade de Hokkaido, Japão, 1993. Coordenadora do curso de pós-graduação em Medicina Veterinária da FMVZ (1995-1996). Diretora da FMVZ (1997-2001). Presidente da Comissão de Especialistas de Avaliação Institucional (2001-2006). Vice-presidente da CPA (2005-2006). Coordenadora de dois grupos de pesquisa. Desde 1986, orientou 12 mestrados, 19 doutorados e 4 pós-doutorados.

Desejamos fazer uma gestão assentada na dignidade, na observação estrita da ética e da responsabilidade, no respeito à instituição pública. Defenderemos o papel da universidade pública como uma instituição exemplar, com uma administração eficiente e integralmente voltada para a sociedade, sem perdas, sem desperdício, com todas as suas forças voltadas para o desenvolvimento científico, tecnológico e ético do País. No caso específico da Unesp, esse objetivo maior, e especialmente o estabelecimento de prioridades conforme as necessidades de cada unidade, deverá se concretizar segundo um Plano de Desenvolvimento Institucional que tenha bases sólidas, previsão de recursos e cronograma.

Para tanto, firmamos com a comunidade unespiana o compromisso primeiro de realizarmos uma Assembléia Universitária com a responsabilidade de avaliarmos as várias ações que estão sendo propostas aos órgãos colegiados. Referimo-nos especificamente àquelas que poderão mudar o paradigma de nossa universidade, como: Sistema de Avaliação de Docentes, Centro de Convenções e de Educação Profissional da UNESP, que seria localizado na Zona Leste da cidade de São Paulo, Plano de Desenvolvimento Institucional – PDI e Programa de Ensino a Distância – EAD, entre outras que se entende importante pautar, nascidas no interior da Universidade.
Queremos uma Unesp unida, coesa, eficiente e orgulhosa de sua autonomia e competência científica. Uma Unesp gerida de acordo com os seguintes fundamentos:

• Decisões consensuais – A comunidade como um todo deve ter sempre a última palavra a respeito de alterações no perfil da Unesp. Quaisquer alterações de formato não devem provir de opiniões particulares, mas ser decididas de modo consensual pela comunidade acadêmica.

• Responsabilidade do reitor – Um reitor eleito é representante da comunidade que o elegeu. Isso significa que deve defender o primado do órgão colegiado sobre o executivo, com decisões pensadas, ponderadas, discutidas e nutridas no diálogo permanente.

• Tempo integral: ponto de honra – O regime de tempo integral é essencial à universidade pública. Deve ter tempo integral todo docente que esteja disposto a assumi-lo segundo as normas da instituição.

• Carreira docente – Um novo quadro de carreira docente é necessário. Convocaremos os docentes para elaborarem o formato mais adequado. Uma boa alternativa seria uma evolução horizontal, entre as funções de adjunto e o cargo de titular, permitindo que docentes bem qualificados ascendam na carreira até que se consiga aumento do número de vagas para o cargo de titular.

• Uma política real e justa de recursos humanos – Proporemos uma nova Política de Recursos Humanos e um novo Plano de Carreira para os servidores técnico-administrativos. Sua implementação deve passar por discussões que envolvam também os RHs locais e os órgãos representativos dos servidores. A política atual, voltada para cursos e treinamentos que não atingem a grande maioria dos servidores, precisa ser reconsiderada. Além disso, é embaraçoso para uma instituição como a Unesp deixar de honrar o pagamento dos precatórios judiciais. Se a administração atual afirma que a Unesp é superavitária, por que então não dar continuidade aos seus pagamentos como fez a administração anterior? É preciso retomar urgentemente esses pagamentos.

• Pesquisa, ensino, extensão são atividades igualmente prioritárias – A Unesp já se consolidou como universidade de ensino, pesquisa e extensão. Estas três atividades são igualmente prioritárias. A coesão interna da Unesp depende da adequada e harmônica concomitância de suas atividades essenciais. Todas as pró-reitorias devem operar em conjunto para atingir esse objetivo.

• O estudante é a prioridade das prioridades – O estudante é a própria razão de ser da Universidade. Tudo o que se discute, se planeja e se faz na Universidade tem como fim último a formação do estudante, para que sua atuação, na sociedade civil, ao mesmo tempo que lhe dê realização profissional e individual, represente fator de realização da sociedade brasileira como um todo. É prioritário, para a Unesp, o diálogo permanente com a classe estudantil, e não cabem evasivas como a de afirmar que em momentos tensos é impossível o diálogo com os estudantes. Como esperar que a Universidade seja COESA, se em momentos de tensão comunitária seus gestores maiores se transformam em fatores de aumento das tensões e conflitos com os estudantes?

• Avaliar não é ameaçar nem punir – Defendemos a mudança imediata dos sistemas de avaliação de docentes e de servidores técnico-administrativos. Os atuais são precários, sem base teórica e punitivos. É preciso criar sistemas que estimulem os profissionais à produtividade e ao progresso em suas carreiras.

• A expansão da Unesp deve ser consolidada – O momento atual não é mais de expansão, mas de consolidação da Unesp. O pensamento dos novos reitores deve ser bastante simples: a Unesp tem hoje um tamanho que deve ser avaliado e consolidado.

• É preciso descentralizar e desburocratizar – Em certos momentos, a própria administração central se torna incapaz de visualizar e avaliar certos processos que ela mesma induziu ou gerou. Palavra de ordem: é preciso iniciar já, imediatamente, um processo de descentralização e desburocratização da estrutura administrativa da universidade, sob pena de vê-la logo tornar-se ingovernável.

• Autonomia e órgãos de fomento – Os diferentes órgãos de fomento, públicos ou privados, devem receber atenção especial. Mas deve estar descartada a subserviência. O papel da reitoria e das pró-reitorias é persuadir a comunidade interna de pesquisadores de que não pode haver falhas, erros ou atrasos na execução de projetos financiados e no cumprimento de bolsas; mas é também defender a comunidade interna contra imposições descabidas ou até mesmo erros de julgamento desses órgãos.

• Autonomia e poder público – A Unesp é parte do poder público. Sob o ponto de vista administrativo, é uma autarquia de regime especial, com autonomia didático-científica, administrativa, disciplinar e de gestão financeira e patrimonial. Um reitor de universidade pública do Estado de São Paulo não vai às instâncias superiores do poder público para reivindicar, mas para ser ouvido sobre o melhor modo de o poder público realizar os objetivos da universidade, que ele, reitor, representa. Não vai, de cabeça baixa, como um preposto do poder que espera garantir futuros cargos, mas como um representante de comunidade que voltará a suas habituais funções estatutárias tão logo termine seu mandato.

• Unesp e instituições coirmãs: autonomia a três – A existência do Cruesp faz da USP, da Unicamp e da Unesp, universidades coirmãs, uma única instituição. Este fato, por si só, cria uma grande responsabilidade para os reitores que integram o Cruesp, pois os torna, ao mesmo tempo, representantes das universidades e interlocutores com as instâncias superiores do poder público. Em nossa gestão colocaremos como princípio a total harmonia e colaboração com as duas universidades coirmãs.

• Abertura em sentido próprio – A gestão universitária deve ser aberta e transparente em sentido próprio, não em sentido figurado. O acesso às informações deve ser aberto a todos, quer da comunidade interna, quer da comunidade externa.

• Palavras de ordem para a próxima gestão: orientar, e não impor; descentralizar, e não manietar; otimizar, e não burocratizar. E, sobretudo, exercer o mandato com a dignidade do diálogo e do consenso.


 

 
  ACI