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Agosto/2006 – Ano XX – nº 214   [Voltar]
 
:: SAÚDE ::

Medicina 2
Serviço incentiva a doação de órgãos

Equipe orienta captação para transplante

A Organi-zação de Procura de Órgãos (OPO), responsável pela coordenação de ações por busca de órgãos para transplantes, registrou, em 2005, um aumento de 52% nas notificações de morte encefálica em hospitais da região de Bauru. Foram 26 casos, nove a mais do que em 2004, mas houve apenas oito doações.

Segundo a coordenadora da OPO, Amélia Trindade, docente da Faculdade de Medicina (FM) da UNESP, campus de Botucatu, 42% das famílias não autorizaram a doação. “O argumento mais citado é a demora de 24 horas para a liberação do corpo”, diz. “Apesar de o procedimento para a retirada de órgãos ser uma cirurgia delicada, aqui no Hospital de Clínicas (HC) da FM, o tempo médio é de 16 horas depois do óbito”, destaca.

O serviço da OPO percorre as Unidades de Terapia Intensiva para incluir os casos de doação no Sistema Nacional de Lista Única de Transplantes. O Ministério da Saúde determinou que, a partir deste ano, os hospitais com 80 leitos ou mais organizem uma comissão de captação de órgãos para transplantes. Assim, o número de hospitais habilitados na região de Botucatu passará de três para 20.

No primeiro semestre, a OPO do HC treinou 60 integrantes dessas comissões. “São informações que vão desde procedimentos burocráticos para a liberação do corpo ao convencimento das famílias sobre a importância da doação”, afirma Amélia.


 
  ACI