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Agosto/2006 – Ano XX – nº 214   [Voltar]
 
:: GERAL ::

Pesquisa
Finep concede R$ 4,4 milhões para UNESP

Parte dos recursos será destinada ao GridUNESP, sistema inédito entre universidades do País, que
compartilhará memória e processadores de vários campi e será ligado a redes internacionais

A Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), agência do Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio do programa ProInfra, concedeu R$ 4.415.000,00 para parte do projeto Modernização e Ampliação da Infra-Estrutura de Pesquisa da UNESP, apresentado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e coordenado pelo pró-reitor José Arana Varela. “Trata-se do maior valor concedido entre os projetos recentemente beneficiados”, diz o pró-reitor. 

Os recursos serão destinados ao GridUNESP, que prevê o compartilhamento de memória e processadores por unidades interligadas, e à melhoria do sistema de videoconferência da UNESP e do sistema computacional de pesquisa em algumas unidades. “O GridUNESP é a primeira iniciativa de se implementar uma infra-estrutura de grid em uma universidade brasileira”, assinala o docente Sérgio Novaes, do Instituto de Física Teórica (IFT), unidade complementar da UNESP localizada em São Paulo.

“O GridUNESP vai promover uma capacidade computacional que dificilmente estaria disponível na forma convencional, para um único grupo ou mesmo uma comunidade de pesquisadores de uma mesma área científica”, complementa Gastão Krein, diretor do IFT. Ele coordena o estudo Cromodinâmica Quântica na Rede, ou QCD na Rede, que se beneficiará com o projeto.

Campi unidos

A implantação da arquitetura grid é de grande importância, especialmente para a UNESP, que tem uma estrutura multicampi. Inicialmente, os centros do GridUNESP serão instalados nos campi de São Paulo, Rio Claro, Bauru, Botucatu, Araraquara, São José do Rio Preto e Ilha Solteira, onde os pesquisadores já desenvolvem estudos que requerem o processamento, a análise e o armazenamento de uma grande quantidade de dados. Na hierarquia do sistema grid, São Paulo será o núcleo central (tier 0 – estrela amarela), que coordenará as tarefas executadas pelos demais centros (tier 1 – estrela vermelha).

Esses grupos interligados investigam temas das áreas de biologia, engenharia, física, geologia, medicina e química. Para ampliar ainda mais o poder computacional da Universidade, serão agregadas ao GridUNESP infra-estruturas de rede já existentes, como o Centro Virtual de Pesquisa, coordenado por Krein.

“Esse sistema vem na hora certa”, comemora o diretor do IFT. “Ele vai permitir nos integrarmos a estruturas externas, como a International Lattice Data Grid, que possibilita o compartilhamento de processamento e a troca de dados gerados em supercomputadores em todo o mundo.”

Outra possibilidade de integração é citada por Novaes: “Poderemos nos ligar à Open Science Grid (OSG) americana, que atende a todas as áreas da ciência, e à qual são submetidos mais de 20 mil trabalhos por dia”, afirma o docente, que também coordena o Centro Regional de Análises de São Paulo (Sprace), membro da OSG.
Saiba mais sobre o GridUNESP no endereço: http://www.unesp.br/grid/

Igor Zolnerkevic

 
  ACI