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Agosto/2006 – Ano XX – nº 214   [Voltar]
 
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Jornalismo
Expocom Mercosul premia revista

Projeto de Bauru que representou Brasil em evento propõe inovação formal e de conteúdo impresso

A revista Livre, projeto de autoria de Luiz Fernando Galano e Viviane Aguiar, formados no curso de Jornalismo da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (Faac), campus de Bauru, obteve o prêmio Expocom (Exposição da Pesquisa Experimental em Comunicação) Mercosul, na categoria Revista Impressa. O evento foi realizado de 18 a 20 de maio, em Santa Cruz de La Sierra, Bolívia.

Com o tema central “Comunicación para la integración del Mercosur”, a Exposição reuniu trabalhos de faculdades de comunicação de Brasil, Argentina, Paraguai, Bolívia, Uruguai e Chile. “Ganhar um prêmio internacional é muito bom, ainda mais quando seu trabalho é avaliado por especialistas de diferentes lugares, com culturas, costumes e métodos diferentes”, avalia Galano.

A revista Livre foi indicada para representar o Brasil na Expocom Mercosul durante a XII Expocom nacional, realizada paralelamente ao Intercom (Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação), no Rio de Janeiro, em setembro de 2005. Na ocasião, a revista obteve a primeira colocação na categoria Impressa.

A Livre é resultado do Trabalho de Conclusão de Curso realizado em conjunto pelos dois alunos. “Queríamos fazer um jornalismo de variedades que fosse inédito e não estivesse preso a textos curtos e superficiais”, explica Viviane.

Segundo os criadores, a publicação busca inovar na linguagem e nas formas, para superar os modelos clássicos do mercado. Durante o processo de elaboração, Galano e Viviane entrevistaram os diretores de redação de revistas com projetos mais arrojados, como Trip, Tpm e MTV. “Analisamos as publicações que gostamos de ler, ponderamos os prós e os contras e tentamos inovar”, argumenta o jornalista.

A revista é dividida em dois lados – A e B –, e o leitor é livre para iniciar a leitura pela parte que desejar. Na edição mais recente, o assunto é preservativo masculino. O lado A é dedicado aos entrevistados a favor do seu uso. Já o lado B traz os argumentos dos que não vêem vantagens em utilizá-lo. “É um jogo de espelhamento de um assunto com duas visões que se complementam”, explica o docente da Faac Luciano Guimarães, orientador do trabalho.

Eliane Aparecida de
Almeida Barros,bolsista UNESP/Universia/Faac/Bauru

 
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