|
Uma nova política para as revistas científicas da UNESP
Desde sua em 1976, a UNESP procura desenvolver uma política editorial de qualidade. Antes mesmo de sua criação, alguns departamentos dos antigos institutos isolados, que lhe deram origem, já tinham revistas científicas e procuravam, por meio delas, dar visibilidade à sua produção acadêmica.
Os primeiros anos de constituição da instituição foram marcados por diversas iniciativas que contribuíram para superar, interna e externamente, as dificuldades e as imagens decorrentes de sua origem múltipla e de sua configuração multicampi.
Sem dúvida, a criação da Editora Unesp, em 1987, insere-se nessas iniciativas e esteve diretamente associada à necessidade de se fortalecer as revistas científicas da universidade e tratar de forma integrada a difusão do conhecimento de departamentos e cursos que, apesar de localizados em diferentes unidades universitárias e cidades do Estado de São Paulo, compartilhavam os mesmos campos disciplinares do conhecimento.
A eficácia da iniciativa expressa-se na respeitabilidade que a editora adquiriu nos meios intelectuais, razão pela qual transformou-se, em 1996, na Fundação Editora UNESP, alteração que lhe proporcionou maior autonomia e responsabilidade perante a universidade que lhe deu origem e que ela representa nos meios editoriais.
Fez parte desse processo de consolidação a avaliação, realizada pela Fapesp, das revistas científicas financiadas pela UNESP e que resultou num processo de seleção e estímulo para a melhoria dos atuais periódicos que contam com o apoio da universidade.
Agora, dois novos fatos apresentam-se e, diante e a partir deles, novos desafios descortinam-se para a que os periódicos científicos atinjam o grau de excelência desejado.
Em primeiro lugar, há o escopo global, relativo ao conjunto de mudanças que se impõe ao mundo contemporâneo, em função de novas formas de comunicação e linguagens a elas associadas. A unificação e integração de diferentes meios tecnológicos (sistemas computacionais e comunicação por satélite) oferecem novas possibilidades de difusão de conhecimentos, por meios eletrônicos.
Os novos sistemas são mais ágeis e, realizados os investimentos iniciais para a aquisição de infraestruturas e equipamentos, oferecem custos mais baixos para a difusão de informações e resultados das pesquisas, tornando possível a distribuição mais rápida daquilo que se pretende disseminar, tanto espacial como socialmente.
Em segundo lugar, coloca-se a questão da abrangência institucional, relativa à iniciativa da atual Reitoria que instalou uma Pró-Reitoria dedicada, exclusivamente, ao desenvolvimento da pesquisa na Unesp. A criação deste espaço institucional ofereceu melhores condições para nova etapa de avaliação dos periódicos, no sentido de se averiguar os avanços obtidos desde o primeiro diagnóstico conduzido pela Fapesp.
Esse trabalho mostrou que parte das publicações consolidou-se no cenário acadêmico. Face a este quadro, duas decisões foram tomadas: - tornar as revistas científicas, financiadas pela UNESP, em periódicos on-line; - estabelecer metas para dar continuidade ao processo de qualificação e maior difusão destas publicações.
Assim, delineia-se um padrão mínimo para as revistas científicas que recebem apoio da universidade, que, se não foi ainda atingido, deverá indicar a direção a ser seguida, a partir dos seguintes critérios:
implantação da difusão em suporte eletrônico, ainda que revistas com outras fontes de financiamento possam também ser divulgadas em suporte papel, a partir de decisões que cabem a seus editores e respectivas comissões;
manutenção da periodicidade proposta pelos responsáveis, considerando-se as especificidades de cada campo de conhecimento e respectiva capacidade de produção bibliográfica qualificada;
alcance e manutenção de conceito mínimo “Nacional A”, na avaliação Qualis da CAPES, em pelo menos uma das áreas em que o periódico estiver classificado;
ser divulgada em língua inglesa, quando esta condição for importante e/ou sine qua non para a qualificação e divulgação de conhecimento em dada área de produção científica.
submeter a revista científica a sistemas de avaliação ou base de dados referenciais com reconhecido respeito acadêmico, multidisciplinares e em sua respectiva área, tais como ISI, BIOSIS, Biological RRM, Biological Abstracts, Index Medicus, Excerpta Medica, DOAJ, CAB, Chemical Abstracts, SCIELO, e/ou outras. Veja algumas bases de dados. 
Desta forma, pesquisadores da Unesp e, sobretudo, pesquisadores de outras instituições brasileiras e estrangeiras terão livre e pronto acesso aos periódicos, a partir do site institucional.
Sugestão de leitura:
<< Voltar >>
|