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Denise Albuquerque
Professoras da Unesp de Presidente Prudente que atuam no CPIDES
Centro da Unesp trabalha com diretrizes da educação inclusiva
CPIDES atende crianças e jovens com deficiências, transtornos e altas habilidades

[17/01/2013]

Sob a coordenação dos professores Elisa Tomoe Moriya Schlünzen e Klaus Schlünzen Junior, o CPIDES (Centro de Promoção para Inclusão Digital Escolar e Social), localizado na Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) da Unesp Presidente Prudente, desenvolve oficialmente desde 2010 ações e pesquisas para a geração de práticas inclusivas voltadas ao pleno desenvolvimento dos Estudantes Público Alvo da Educação Especial (EPAEE), os quais são pessoas com deficiências auditiva, física, intelectual e visual; altas habilidades/superdotação; transtornos globais do desenvolvimento (TGD), por meio do uso das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC).

"Este trabalho, que hoje atende um número significativo de crianças e jovens com Síndrome de Down, descontrole motor, baixa visão, paralisia cerebral, entre outras deficiências, está em sintonia com as diretrizes da educação em uma perspectiva inclusiva", segundo a coordenadora Elisa.

O CPIDES é, desta forma, um importante espaço de estudos e atendimento a comunidade, tem um compromisso acadêmico e social, completa Denise Ivana de Paula Albuquerque, professora do Departamento de Educação Física da FCT/Unesp que, como professora colaboradora do projeto, foi convidada pela terceira vez a participar de comissões de avaliação da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI) do Ministério da Educação, juntamente com a docente Renata Portela Rinaldi do Departamento de Educação da FCT (e também colaboradora do centro). Elas estiveram em um encontro realizado no final de 2012 em Brasília, como representantes da Universidade.

Segundo Albuquerque, a SECADI vem implementando políticas públicas educacionais nas áreas de alfabetização e educação de jovens e adultos, educação ambiental, educação em direitos humanos, educação especial, do campo, escolar indígena, quilombola e educação para as relações étnico-raciais.

"O objetivo da secretaria é contribuir para o desenvolvimento inclusivo dos sistemas de ensino, voltado à valorização das diferenças e da diversidade, a promoção da educação inclusiva, dos direitos humanos e da sustentabilidade sócio-ambiental visando à efetivação de políticas públicas transversais e intersetoriais", relata Albuquerque.

Para ela, a Unesp está inserida em um locus transformador das relações sociais, como promotora da construção do conhecimento nas áreas de abrangência da SECADI, e tem como um de seus pontos estruturantes o desafio de uma formação em prol de uma sociedade mais igualitária e equânime.

Justamente por isto, o CPIDES se destaca e se enquadra nessas diretrizes, de acordo com acordo com Rinaldi, que afirma também que a representação da Unesp no âmbito da SECADI reforça o compromisso ético, acadêmico, político e social da Unesp. "E isto só é possível ao garantir parcerias e ações que vão ao encontro de uma educação de qualidade e para todos".

As professoras complementam que participar de momentos como este encontro em Brasília, é essencial não apenas para que se estreite os vínculos com importantes secretarias da esfera estadual e nacional, mas também para a promoção e reconhecimento da Universidade em uma dimensão mais abrangente.

Ela comenta, ainda, que como atual coordenadora do Curso de aperfeiçoamento a distância Tecnologia Assistiva, Projetos e Acessibilidade: promovendo a Inclusão Escolar, um convênio da SECADI/MEC com a Unesp por meio da UAB (Universidade Aberta do Brasil), que atende em média mil professores por edição da educação básica em todo o Brasil, possui um importante papel social como educadora. "Quando pretendemos elaborar uma sistematização no campo da Educação e assim reafirmar o ideal de incluir socialmente e, mais ainda, trabalhando mais detidamente para transformar a cultura da inclusão em nosso país, sabemos que chegamos ao objetivo e sentido real de ensinar", finaliza.

CPIDES - Centro de Promoção para Inclusão Digital Escolar e Social
Com quase três anos de vida o CPIDES foi concretizado a partir de um trabalho iniciado em 1997 por meio de uma pesquisa de doutorado que culminou no grupo de Ambientes Potencializadores para Inclusão (API), criado em 2002.

Segundo reportagem publicada em abril de 2010 no site do NEaD, o grupo atendia seis alunos inicialmente, mas devido ao aumento da demanda, ampliou seus serviços e precisou de um lugar mais amplo e adequado para se instalar.

As mais de 30 crianças e jovens atendidos hoje contam com uma estrutura de 373 metros quadrados que possui refeitório, biblioteca, laboratório de informática, sala de recursos funcional, equipamentos tecnológicos de acessibilidade, softwares educacionais, entre outros. Tal estrutura se deve ao apoio de instituições públicas e privadas, bem como o apoio da SECADI e da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo.

Atualmente, o CPIDES é coordenado pelos professores Klaus Schlünzen Junior e Elisa Tomoe Moriya Schlünzen, e conta com uma equipe de 4 professores da FCT, 8 estudantes de pós-graduação, mais de 30 profissionais de educação e 25 estagiários, bolsistas de projetos de extensão e pesquisa da Unesp.

Segundo a coordenadora, quanto mais trabalhos e pesquisas forem integrados ao centro e realizados ao longo dos anos, mais possibilidade para que se tenha maiores elementos para o processo de inclusão serão oportunizadas. "Com o centro e os equipamentos fornecidos pelas secretarias de âmbito nacional e estadual, tivemos a oportunidade de pesquisar mais, gerando mais conhecimento para formarmos os professores da rede pública e regular de ensino. Os resultados mostraram no decorrer da formação em serviço, que os educadores viram novas possiblidades para a melhoria do seu trabalho pedagógico, tendo novas perspectivas para incluir os EPAEE".

Soraia Marino, NEaD/Unesp
Endereço
Rua Quirino de Andrade, 215
01049-010 - São Paulo, SP
PABX: (11) 5627-0233
 
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