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Daniel Patire
Mesa de abertura do Workshop Extensão Universitária, Inovação Tecnológica e Desenvolvimento Regional

Parceria entre a Universidade, poder público e empresasEvento propõe Extensão Universitária como propulsora de Inovação

[28/04/2015] Com o propósito de incentivar parcerias entre empresas e pesquisadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT), Câmpus de Presidente Prudente, foi realizado o Workshop Extensão Universitária, Inovação Tecnológica e Desenvolvimento Regional. O tema busca entrelaçar interesses das pesquisas, sejam tecnológicas sejam de cunho social, com meio empresarial ou outros agentes sociais para serem levados a sociedade em geral, contribuindo para o desenvolvimento da cidade e da região. O evento aconteceu nos dias 17 e 18 de abril, na cidade do interior paulista.

 “A Extensão Social é o laboratório social das práticas de Ensino e Pesquisa da Universidade”, salientou a pró-reitora de Extensão Universitária da Unesp, Mariângela Spotti Lopes Fujita. “Neste sentido, a instituição fortalece sua interação com as comunidades locais e a gestão pública, divulgando os conhecimentos gerados em seu interior.”

Para a pró-reitora, o evento foi uma primeira experiência de aproximação entre os dois universos – empresarial e universitário -, por meio de uma mudança radical nas características atuais na Extensão Universitária. Sob essa análise, as ações extensionistas passariam de uma atitude assistencialista, para uma outra mais propositiva. Sob o título de Extensão Inovadora, objetiva-se que as novas tecnologias sejam levadas para a sociedade por meio de parcerias com empresas e o poder público local. Como resultado esperado, teria o avanço regional, seja tecnológica ou socialmente.

O workshop, sob a coordenação do vice-diretor da FCT José Carlos Silva Camargo Filho e do professor Aldo Eloizo Job, foi organizado pelo Centro Local de Apoio à Extensão (Clae), da faculdade, com apoio da Pró-reitoria de Extensão Universitária (Proex), Pró-reitoria de Pós-Graduação, da Fundação para o Desenvolvimento da Unesp (Fundunesp), da Editora Unesp,da prefeitura de Presidente Prudente, do escritório regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), do Sebrae – SP, das empresas Netzsch, Labor SP e Posmat.

O interesse do tema e da relevância do evento pode ser medida por meio da participação do prefeito de Presidente Prudente (SP), Milton Carlos de Mello "Tupã", do deputado estadual de São Paulo Ed Thomas, do diretor da FCT, professor Marcelo Messias, do professor Messias Meneguello Jr., professores de diferentes unidades da Unesp, estudantes, e um grande número de empresários locais.

Eles assistiram as palestras da  pró-reitora de Extensão Universitária; de Felipe Silva Bellucci, do Ministério da Ciência e Tecnologia; do professor Douglas Eduardo Zampieri, da Fapesp; dos secretários municipais de Presidente Prudente - Aristeu Santos Penalva de Oliveira e Rogério Marcus Alessi -; da diretora-presidente da Agência Unesp de Inovação (AUIN), professora Vanderlan Bolzani; do vice-presidente da CETESB, Dr. Nelson Bugalho; do presidente regional do CIESP - Wadir Olivetti Junior; do consultor do Sebrae Thiago Alexandre Brandão Farias, e do engenheiro da Netzsch, João Mesquita.

Estreitando relações
Entre as pesquisas da Universidade e as empresas, há uma série de desdobramentos legais, como a patente, licenças de uso, royalties, entre outros termos jurídicos ligados a prioridade intelectual. Na Unesp, essa relação está sob responsabilidade da AUIN. De acordo com Vanderlan, desde sua criação em 2008, a agência já fez 66 pedidos de patentes para a Universidade, além de fazer um mapeamento de possíveis tecnologias ou métodos compatíveis de ser patenteados e de interesse.

“A qualidade de vida das pessoas, e o nível de desenvolvimento das nações dependem, cada vez mais, da velocidade e eficácia com que estas produzem, absorvem e utilizam os conhecimentos científicos, tecnológicos e inovações”, disse a professora ao final de sua apresentação.

Entre as políticas e apoios para facilitar esse intercâmbio e também o desenvolvimento tecnológico feito pela indústria, Bellucci apresentou as leis federais que dão apoio e suporte ao P, D & I (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação) nas empresas. As chamadas Lei da Inovação, de 2004, Lei do Bem, de 2005, Lei Rouanet da Pesquisa, de 2007, e a Lei Paulista da Inovação, de 2008. De uma maneira geral, todo esse conjunto de lei prevê uma série de apoios fiscais e financeiros.

Por sua vez, o professor Zampieri mostrou o Programa Pipe (Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas), criado em 2007 pela Fapesp, é voltado para financiar as pesquisas inovadoras em pequenas empresas sediadas no Estado de São Paulo. Para ele, são as chamadas startups, criadas juntos aos laboratórios universitários por meio de suas pesquisas, as empresas com potencial inovador e capazes de levar o conhecimento para fora dos muros das instituições.

Os secretários municipais Alessi e Penalva falaram da implantação de um Centro de Inovação em Presidente Prudente, com o objetivo de incentivar a criação de novas empresas de base tecnológica. O Centro abrigaria também outras ações como apoio ao pequeno empresário, cursos de empreendedorismo. O governo local elabora uma política pública chamada de Sistema Municipal de Inovação, que abarcaria: criação de um fundo municipal de CT&I (Ciência, Tecnologia e Inovação); incentivo fiscal à inovação; plano de inovação da administração municipal; plano de sustentabilidade; e a criação de um conselho municipal de CT&I.

Outras possibilidades
Para o vice-presidente da Cetesb, as Universidades e pesquisadores têm muito a contribuir com as comunidades do seu entorno, bem como o Brasil, ao realizarem pesquisas sobre o reuso de resíduos descartados. Ele citou o exemplo do Reino Unido que gerou cerca de 12 bilhões de libras entre os anos de 2010 e 2011, ao transformar o descarte em matéria-prima para a indústria. “A Economia Verde, ou circular, é um sistema baseado na logística reversa. Além de ser um dever de toda a sociedade, é também a oportunidade do país de ter um desenvolvimento sustentável”, destacou.

O Clae
O Centro Local de Apoio à Extensão é uma proposta da Proex para ser implantada em todas as unidades universitárias. O projeto piloto da FCT visa colaborar para o desenvolvimento das ações extensionistas da faculdade em três seguimentos: ações de cunho social; Extensão Tecnológica – atividades de pesquisas ligadas às indústrias e comércio; cursos de Extensão e de Especialização de caráter multidisciplinar.

Dentro deste contexto, pretende-se que o Clae seja um centro de excelência, articulado com o Ensino, Pesquisa e Extensão, com estrutura pública de qualidade, que vai ao encontro das demandas atuais da sociedade como um todo e principalmente, de toda a população de Presidente Prudente e região. Espera-se, dessa forma, que este se configure, em curto prazo, uma referência regional e estadual em assuntos estratégicos a Projetos de Extensão, visando transformar o conhecimento acadêmico em serviço da comunidade, divulgando e adaptando a terminologia técnica ao dia a dia do cidadão.

Veja mais fotos do Workshop em: https://plus.google.com/100063291354912354518/posts/KczTzzX1YNZ

Daniel Patire

 

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