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| Câmpus Party: criadores festejam criatura |
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Há seis meses, docentes do Câmpus de Sorocaba e da Faculdade de Engenharia (FE) de Bauru desenvolveram, com a colaboração de internautas, o projeto inédito de criar um robô doméstico de grande porte. Apresentado na última edição brasileira da Câmpus Party - evento internacional de tecnologia de informática - em janeiro deste ano, o primeiro protótipo do humanóide batizado por CP01 já fala, lê pequenos textos, abre os olhos e move a cabeça. Mas a meta é que ele ande, reconheça pessoas, estabeleça comunicação e, inclusive, expresse emoções.
“Como o Brasil não tem tradição em robótica, criamos este robô para chamar a atenção da importância do desenvolvimento desta tecnologia no País”, afirma Alexandre Simões, do curso de Engenharia de Controle e Automação de Sorocaba, um dos responsáveis pela iniciativa. “É um projeto que abre oportunidade para o desenvolvimento do conhecimento sobre novas formas de interação entre o homem e as máquinas”, acrescenta.
O projeto – A tarefa de construir um robô, em um País com pouca experiência na área da robótica, levou os pesquisadores a abrir um canal de colaboração na internet. A missão demandou integrar o conhecimento de várias áreas como computação, inteligência artificial, engenharia, eletrônica, artes plásticas e odontologia. “Tivemos que consultar até dentistas especialistas em uma resina especial de revestimento, para fazer o acabamento da cabeça, face e peito do robô”, observa Marcelo
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| Criatura ainda inacabada |
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o Franchin da FE, responsável pelo sistema eletrônico. “Temos como meta também construir o robô com materiais de ligas especiais, entre elas, magnésio e carbono, pois quanto mais leves e resistentes, menos energia será preciso para fazê-lo movimentar-se”, explica.
Como na construção do robô é utilizada a plataforma aberta (softwares gratuitos) com a colaboração diversas pessoas, inclusive do exterior, um dos desafios é compatibilizar todos os recursos computacionais e materiais. Cada membro do humanóide funciona com uma bateria, um processador e um sistema operacional, com softwares independentes, mas que precisam se integrar com as outras partes da máquina, para que haja uma unicidade de comandos.
Outra novidade no processo de construção do robô é que ele será constante. Para isso, os docentes criaram um novo sistema de conexão mecânica e elétrica dos membros superiores, inferiores e cabeça. “A idéia é que o aprimoramento das diferentes peças não tenha fim, por exemplo, conforme um novo braço for construído, ele seja simplesmente plugado”, aponta Franchin.
Além dos 30 colaboradores que já se cadastraram na internet para participar do projeto, vários alunos e pesquisadores do câmpus estão envolvidos na construção do CP01. “Vamos utilizá-lo como tema em sala de aula e em pesquisas”, lembra Simões. O custo do modelo experimental foi de cerca de R$ 70 mil, com a contribuição de diversas empresas, entre elas, a Telefônica. A próxima etapa é trabalhar na confecção das pernas e do sistema locomotor. Quando estiver pronto medirá quase 1,80 metro e pesará cerca de 40 quilos.
Os internautas podem contribuir com sugestões através do site www.theopenrobotproject.org. O interessado poderá fazer um download, no próprio site, de todos os arquivos sobre os detalhes da iniciativa. “Se a comunidade apostar no projeto poderá ajudar na construção do primeiro robô com tecnologias de livre acesso”, afirma o docente do câmpus de Sorocaba. |