Guia de Profissões 2010
Guia de Profissões 2010
     
 
Cursos :::
Fisioterapia

Compreender e habilitar o movimento do corpo humano

 

O objetivo fundamental do fisioterapeuta é atuar na prevenção, cura ou reabilitação da capacidade física funcional das pessoas, em qualquer idade. Ele busca aumentar a qualidade de vida e a autoestima dos pacientes.

A Fisioterapia exige conhecimentos não apenas das Ciências Biológicas, área de origem da profissão, mas também das Humanidades. O fisioterapeuta é um profissional da equipe da área de Saúde que trabalha praticamente todos os dias com o paciente, e por isso tem mais habilidade em identificar não apenas suas necessidades físicas funcionais, como também as sociais e as emocionais.

A profissão foi regulamentada no Brasil em 1969 e experimenta um acelerado crescimento desde a década de 1980. Como os recursos terapêuticos vêm evoluindo constantemente, a educação continuada é fundamental para o fisioterapeuta, ao mesmo tempo em que os avanços científicos e biotecnológicos exigem que as universidades mantenham sempre atualizados seus conteúdos curriculares e sua infraestrutura.

O campo de trabalho do fisioterapeuta inclui centros de reabilitação, casas de repouso, escolas, clubes esportivos, clínicas de estética, clínicas e consultórios fisioterapêuticos, hospitais, centros de saúde, empresas e faculdades. Nos últimos anos a demanda tem crescido especialmente em dois setores: o de academias, em decorrência do aumento do interesse dos brasileiros pela boa forma; e o de empresas, bancos e indústrias, pela preocupação com a saúde do trabalhador.

O profissional graduado e registrado nos conselhos regionais de fisioterapia pode atuar como fisioterapeuta, consultor, professor e gerenciador de institutos de saúde e pesquisador. E ainda em apoio a diversas especialidades médicas, como cardiologia, pneumologia, urologia, ginecologia e obstetrícia, geriatria, derma­to­lo­gia, neurologia e ortopedia.

Como ferramenta de trabalho para prevenir e curar patologias, o fisioterapeuta tem à disposição recursos físicos e naturais, como água, calor e frio, e recursos tecnológicos, como microondas, ondas curtas e eletricidade. São usados para reorganizar o sistema neuromusculoesquelético do paciente, de modo a melhorar sua qualidade de vida.

Dentro de uma perspectiva mais social, há outro campo de atuação: o PSF (Programa Saúde da Família), do governo federal, no qual o fisioterapeuta centra sua prática assistencial na família, buscando garantir equidade no acesso à saúde, avançando na superação das desigualdades.

na UNESP
Intervenções fisioterapêuticas na comunidade

A Universidade oferece o curso nos câmpus de Presidente Prudente (Faculdade de Ciências e Tecnologia – FCT) e Marília (Faculdade de Filosofia e Ciências – FFC). Nos dois, o foco tem sido na formação ampla e generalista, buscando o perfil ideal que esse profissional deve ter. Os cursos enfatizam a orientação e a supervisão de intervenções fisioterapêuticas na comunidade, projetos de extensão universitária, projetos de iniciação científica, além da continuação dos estudos depois da graduação na especialização, no mestrado e no doutorado.

Os currículos dos dois cursos estão baseados nas novas Diretrizes Curriculares para a carreira, com conteúdos distribuídos entre as áreas de Biológicas e Humanidades, além de conhecimentos específicos indispensáveis à profissão.

São seis áreas específicas: Ciências Biológicas e da Saúde; Ciências Sociais e Humanas; Conhecimentos Biotecnológicos; Conhecimentos Fisioterapêuticos; estágios profis­sionais supervisionados; e iniciação científica.

O curso da FCT existe desde 1980. O aluno faz estágio desde o primeiro ano numa ampla clínica projetada e equipada para diversas áreas da Fisioterapia. Os alunos veem o paciente como um todo, o que lhes dá condições para avaliar com segurança sua recuperação funcional e psicossocial. Em 2007 o curso iniciou seu mestrado.

No curso da FFC, criado em 2003, os estágios são realizados tanto na comunidade de Marília, hospitais, asilos, UBS (Unidades Básicas de Saúde), PSF, quanto no CEES (Centro de Estudos da Educação e da Saúde) da própria Universidade.