Guia de Profissões 2010
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Cursos :::
Estatística

Muito além dos números e dos gráficos

 

É comum imaginar que a Estatística é uma carreira concentrada apenas em grandes e enfadonhas quantidades de dados numéricos, tabelas e gráficos, com os quais se procura mostrar a veracidade de algum fato. Realmente, esses são os instrumentos básicos da área, mas não os únicos. A Estatística é, hoje, uma ciência dinâmica que agrega uma série de métodos de coleta, análise, interpretação e apresentação de conjuntos de dados numéricos. Com frequência cada vez maior, processos decisórios valem-se de serviços de análise e interpretação de dados, dependendo sempre da utilização adequada da Estatística.

As diversas possibilidades de trabalho são um dos grandes atrativos da carreira. O profissional pode atuar em quase todas as áreas do saber – das ciências naturais às sociais. Ele trabalha na contagem de populações; em indústrias, promovendo o desenvolvimento de novos produtos; no controle de qualidade e pesquisa de mercado; no mercado financeiro (bancos, bolsa de valores, cartões de crédito e seguradoras), fazendo aplicações financeiras e perfil de clientes; em hospitais e instituições de pesquisa, determinando, por exemplo, os fatores de risco de doenças; e em instituições públicas que lidam com coleta, análise e processamento de dados.

As áreas que mais têm contratado estatísticos são a financeira (grandes empresas de cartões de crédito e bancos, principalmente), a de pesquisa de mercado e as instituições ligadas à saúde, como hospitais e institutos de pesquisa.

Outras oportunidades de trabalho estão em órgãos governamentais como o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), onde o estatístico analisa e interpreta os dados coletados em pesquisas, na Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e nos ministérios do governo federal. As universidades também têm contratado bastante, mas elas exigem que o aspirante tenha mestrado e doutorado.

Como o seu trabalho requer a interação com outros profissionais (médicos, engenheiros, economistas, cientistas políticos ou publicitários), o estatístico deve ter ampla cultura científica, além de capacidade de análise, raciocínio lógico, senso crítico, habilidade para trabalhar em equipe, curiosidade pelo conhecimento novo, postura ética, boa capacidade de expressão oral e escrita e domínio de língua estrangeira. Visão crítica para analisar novos conhecimentos e tecnologias é também característica desejável, assim como ser um profissional capaz de abordar com proficiência os problemas usuais de sua área de atuação.

na UNESP
Foco na Estatística aplicada

O curso de Estatística é oferecido pela Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT), câmpus de Presidente Prudente. Desde 2008, o curso passou por reestruturação curricular para atender à Resolução CNE/CES nº 2 de 18 de junho de 2007, que estabeleceu carga horária mínima de 3.000 horas para o curso de bacharelado em Estatística.

A proposta de reestruturação foi organizada visando formar um profissional estatístico que tenha tanto as competências e habilidades desejadas pelo mercado de trabalho, como formação sólida para ingressar nos cursos de pós-graduação existentes no País ou no Exterior.
O curso oferece, além das aulas tradicionais, disciplinas mais aplicadas, ministradas no Laboratório Didático de Computação, onde também são desenvolvidos os projetos de pesquisa e são realizadas consultorias estatísticas pelos alunos, através da Empresa Júnior de Estatística (EJEST), sob supervisão de professores.

Os estudantes são estimulados a participar de atividades complementares, como encontros estudantis e profissionais, congressos e reuniões científicas, e a atuar em Laboratórios de Estatística Aplicada (LEA). O estágio obrigatório é realizado durante o quarto ano, em empresas privadas ou públicas da região, supervisionado por um profissional da empresa e orientado por um professor da Universidade.