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Com a descoberta da estrutura do DNA em 1953 iniciou-se a era da biotecnologia e de uma nova revolução científica. Desde então, ocorreram muitos avanços na área. Chegou-se à clonagem de animais, à produção de plantas e animais transgênicos e ao mapeamento do genoma humano.
Muitas descobertas ainda estão por vir e são aguardadas com ansiedade: a cura de muitas doenças, tais como os cânceres, a aids e patologias hereditárias; a produção de medicamentos mais eficazes e acessíveis à população de baixa renda; a síntese de vacinas; a criação, em laboratório, de órgãos para transplante; o controle de pragas agrícolas sem agressão ao ambiente e o aumento da produção de alimentos, entre outras.
A aprovação, em 2008, da Lei de Biossegurança no Congresso, que regulamentou os estudos com células-tronco (CTs) e transgênicos, abriu novos caminhos para o avanço nas pesquisas e aumentou as possibilidades de trabalho para este profissional na produção e implementação de novos insumos biotecnológicos.
Espera-se que o biotecnólogo, ou biotecnologista, possa atender ao setor industrial e à pesquisa. Na indústria biotecnológica ele pode desenvolver equipamentos, montar plantas industriais, exercer o controle de qualidade, desenvolver novas tecnologias e biomoléculas, bem como propor soluções ambientais. Como pesquisador, espera-se que seja capaz de atuar na bioengenharia, principalmente nas áreas de Biologia Molecular, Bioquímica, Microbiologia, Fisiologia, entre outras.
| na
UNESP |
| Profissionais qualificados para buscar a inovação |
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O instrumento básico de trabalho do engenheiro biotecnológico são os organismos vivos e suas partes, como tecidos, células, estruturas subcelulares e moléculas.
Isso inclui o desenvolvimento de processos condizentes com a elaboração e a obtenção de produtos de interesse para a área biomédica (vacinas, novos métodos de diagnóstico), para a indústria farmacêutica (desenvolvimento de biofármacos), para a agroindústria (melhoramento da produção pecuária, desenvolvimento de bioinseticidas e sementes), para a indústria alimentícia (processos de produção onde intervêm bactérias, fungos, enzimas) e para o ambiente (a utilização de agentes biológicos para o controle e saneamento ambiental, tratamento de efluentes), entre outros.
Oferecido na UNESP pela Faculdade de Ciências e Letras, câmpus de Assis, o curso tem como objetivo máximo a formação e qualificação de profissionais produtivos, criativos e eficientes, que possam atuar nas áreas de ciência e inovação tecnológica, em franco desenvolvimento no País, sem perder de vista o desenvolvimento integrado do meio ambiente e a defesa da qualidade de vida.
Ele inclui disciplinas obrigatórias, estágio curricular supervisionado e monografia. Tem, respectivamente, como prazo mínimo e máximo para integralização curricular, 5 e 9 anos, com limite máximo de carga horária semanal de 40 horas e diária de 8 horas. As disciplinas estão agrupadas em núcleo básico, profissionalizante e específico.
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