Guia de Profissões 2010
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Cursos :::
Educação Física

Valorização de vida mais saudável impulsiona carreira

 

Para algumas pessoas, o estereótipo talvez ainda persista. Mas vai longe o tempo em que o Brasil era apenas “o país do futebol”. Hoje, atletas brasileiros destacam-se em muitas outras modalidades, como o vôlei de quadra e de praia e o judô – para citar apenas as mais notórias. E, mesmo entre os não-atletas, é cada vez maior o interesse por esportes e pelo próprio corpo. Basta ver a proliferação de academias de ginástica por todo o Brasil.

É este cenário, em franca expansão, que os formados em Educação Física encontram ao sair da faculdade. O mercado de atividade física no País movimenta mais de R$ 2 bilhões em negócios. São pelo menos 1,5 milhão de frequentadores de academias e 3,5 milhões de adeptos de caminhadas e exercícios em casa. Só no Estado de São Paulo, há mais de 15 mil academias.

A valorização de uma vida mais saudável, da estética e do espetáculo esportivo levou a esse aumento da demanda por profissionais da Educação Física para além do âmbito escolar. Este profissional pode atuar em cinco campos: educação, saúde, esporte, lazer e empresas.

Embora os salários, de maneira geral, estejam um pouco abaixo dos praticados no mercado, os governos (municipal, estadual e federal) oferecem maior estabilidade profissional com as atividades de docência, gestão, organização e administração esportiva. No âmbito privado, estão em ascensão as academias, clínicas, acampamentos e clubes. Mas o profissional de Educação Física pode atuar ainda em vários outros lugares. Há boas oportunidades em empresas, hotéis, hospitais, postos de saúde e como personal training.

Para construir uma carreira sólida, é importante que o formado em Educação Física goste não apenas de praticar esportes, mas também de ensinar e de lidar com pessoas. Em grande medida, ele atua­rá como professor. O perfil desejável desse profissional reúne ainda características como o interesse por conhecimentos ligados a manifestações físicas, psicológicas e socioculturais.

Um bom educador físico não pode se limitar à formação recebida na faculdade. Depois de formado ele deve aprimorar seus conhecimentos, realizando cursos de pós-graduação e participando de grupos de pesquisa, congressos, estágios e cursos de extensão.

As escolas, públicas e particulares, continuam apresentando uma grande demanda por professores de Educação Física, isso implica a necessidade de formação de profissionais competentes que possam atuar com seriedade e compromisso em prol do ensino de boa qualidade, com vistas a formar alunos críticos no que se refere à cultura corporal de movimento.

na UNESP
Ensino que ajuda na formação do cidadão

O curso de Educação Física é oferecido em três câmpus na UNESP. Veja a seguir a descrição de cada um:

Bauru – O curso da Faculdade de Ciências é focado no ambiente escolar. Conta com laboratórios de pesquisa e projetos de extensão que permitem aos alunos produzir conhecimentos e vivenciar situações profissionais, supervisionados por professores. Para o curso de Bauru, vale destacar que os alunos que ingressam no período noturno devem realizar seus estágios no período diurno, uma vez que as aulas de Educação Física, na educação básica brasileira, não são comuns à noite.

Presidente Prudente – Tem a preocupação de preparar o futuro profissional para o trabalho pedagógico. O objetivo é fazer com que o estudante perceba como a Educação Física tem importante papel no contexto dos projetos político-pedagógicos das escolas de educação básica. Ao final do curso ele será capaz de dominar técnicas e habilidades necessárias à elaboração, execução e avaliação de programas adequados a esses projetos. Isso inclui compreender que as necessidades e interesses de crianças e adolescentes são o ponto de partida na formação do cidadão.

Rio Claro – Além de contar com laboratórios e instalações modernas, os alunos do curso oferecido no Instituto de Biociências são incentivados a realizar pesquisas para incrementar sua formação e entender a produção do conhecimento. Ao longo dos quatro anos, os estudantes participam ativamente de atividades relacionadas à pesquisa, ao ensino e à extensão, cujas referências servem de parâmetro para iniciação científica no cenário nacional e internacional. O curso também oferece condições de convênios com universidades do Brasil e do Exterior. Os formandos têm, ainda, a oportunidade de participar de eventos científicos. Ao término do segundo ano de curso, o aluno poderá optar pelas modalidades licenciatura ou bacharelado.