|
Pioneiro no País, o curso de graduação em Ecologia foi implantado em 1976, no Instituto de Biociências (IB) do câmpus de Rio Claro, e, em mais de três décadas, acompanhou o crescente interesse nacional pelas questões ambientais.
O curso forma ecólogos – profissionais habilitados a avaliar impactos da ação humana na natureza e a dar orientação para o manejo de ecossistemas e para a conservação da biodiversidade.
O campo de atuação do ecólogo cresceu muito desde a criação do curso, como resultado natural da evolução do conhecimento científico nessa área. Isso, por um lado, tornou evidente a urgência na busca de soluções para os problemas ambientais e, por outro, gerou métodos e técnicas de controle dos efeitos das ações humanas sobre o ambiente.
A realização da ECO 92 no Rio de Janeiro também ajudou a divulgar a Ecologia como ciência e a despertar os diferentes setores da sociedade para os problemas ambientais. A noção atual é que é preciso buscar uma conciliação entre a crescente demanda por recursos naturais e a preservação do meio ambiente. E em tempos de aquecimento global e mudanças climáticas iminentes, faz-se cada vez mais urgente ter profissionais pensando soluções para esses problemas ambientais.
Na esteira dessa necessidade, o mercado de trabalho para o ecólogo tem vivido um ótimo momento. Há oportunidades em centros de pesquisa, escritórios de consultoria, ONGs, empresas particulares e em universidades. O ecólogo também vem sendo incluído nos mais diversos órgãos públicos relacionados ao meio ambiente, como Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo) e Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia).
Com o crescimento do campo de atuação dos ecólogos, aumenta a exigência com relação à sua formação: além de uma sólida graduação, ele deve manter-se sempre atualizado a respeito da legislação, das novas descobertas e sobre os aspectos políticos, sociais e econômicos que possam influenciar os rumos de sua carreira. Desse modo, ele será capaz de compreender melhor seu papel, inclusive em equipes multidisciplinares, para tratar das questões ambientais.
| na
UNESP |
| Pesquisas focam áreas
degradadas nas cidades e no campo |
|
Desde sua implantação pioneira no Brasil, o curso de Ecologia oferecido no Instituto de Biociências (IB), no câmpus de Rio Claro, passou por grandes mudanças, incorporando em sua grade curricular disciplinas de natureza prática e aplicada.
O câmpus de Rio Claro reúne diferentes áreas do conhecimento, como Ciências Biológicas, Geológicas, Exatas e Humanidades. Esta situação é muito favorável para a formação do ecólogo, uma vez que as questões ambientais requerem uma abordagem multi e interdisciplinar. O estudante é, assim, preparado para tratá-las em seus aspectos ecológicos e nas interfaces com as demais áreas do conhecimento.
Durante os quatro anos da graduação, o aluno tem acesso a diversos laboratórios, pratica atividades de campo e cumpre estágio obrigatório. Os locais das atividades extraclasse variam de acordo com as disciplinas do curso, como Ecologia de Comunidades ou Ecologia de Populações, cujos estudos sobre a estrutura da fauna e da flora são preferencialmente feitos em áreas preservadas, como parques, reservas e estações ecológicas.
Áreas degradadas nas cidades ou no campo também são usadas em pesquisas de disciplinas como Climatologia ou Ecologia da Poluição. Os alunos do curso podem fazer seus estágios em unidades auxiliares da UNESP, como o Centro de Estudos Ambientais e o Centro de Estudos de Insetos Sociais, ambos em Rio Claro. Estágios também podem ser feitos em outras instituições de pesquisa e ONGs, o que possibilita ao estudante um contato com diferentes abordagens da Ecologia e com profissionais experientes da área.
|
| |
|
|