Guia de Profissões 2010
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Cursos :::
Ciência da Computação

Profissional cria o "cérebro" por trás das máquinas

 

Talvez não seja exagero dizer que o mundo, tal como o concebemos hoje, seria inviável sem os computadores. Eles estão em toda parte – em casa, na escola, no trabalho, nos cibercafés e em outros locais públicos. Podem ser usados para o simples lazer, na pesquisa, nos diagnósticos médicos, na construção de plataformas de exploração de petróleo em alto-mar, no gerenciamento do sistema financeiro de um país, na previsão do tempo, no controle do tráfego aéreo.

Para que os computadores existam e tudo isso seja possível, é preciso que alguém desenvolva programas para eles funcionarem: o cérebro por trás da máquina. Estamos falando do bacharel em ciência da computação. Seu campo de atuação é tão vasto quanto as inúmeras aplicações do computador e permeia praticamente todas as atividades humanas. Mas, grosso modo, esse profissional vai atuar na criação de softwares básicos ou científicos, em redes de computadores, no desenvolvimento de hardwares e de sistemas de informações.

O cientista da computação é capacitado a contribuir para a evolução do conhecimento do ponto de vista científico e tecnológico e a utilizar esse conhecimento na avaliação, especificação e desenvolvimento de ferramentas, métodos e sistemas computacionais. Pode seguir diferentes caminhos, dentre os quais destacam-se a atuação em carreira acadêmica, em empresas da área de informática e como empreendedor na área.

Para trabalhar nesta profissão, é desejável que o candidato tenha capacidade lógica e aptidão para a área das Exatas. Outras características importantes são curiosidade, sobretudo em relação às novas tecnologias, e vontade de adquirir novos conhecimentos.

Durante a graduação, recomenda-se que o aluno procure ampliar seus conhecimentos. Ele não pode se limitar às atividades desenvolvidas em sala de aula. Ao contrário, deve participar das diferentes atividades extracurriculares que lhe são oferecidas, como cursos de extensão universitária, programas de iniciação científica, empresa júnior, monitoria, estágios, participação em eventos, etc. Agindo dessa maneira, o formando adquirirá aptidões que facilitarão sua inserção no mercado de trabalho.

na UNESP
Laboratórios modernos e incentivo à pesquisa

O curso é oferecido em quatro câmpus da UNESP. A seguir, a descrição de cada um:

Bauru – Com um projeto pedagógico atualizado, o curso oferece ao aluno a oportunidade de participar de projetos orientados por docentes – estágios ou programas de iniciação científica, com ou sem bolsas de estudo. Os estudantes têm à disposição dez laboratórios de alta qualidade, como o Didático de Computação, de Redes de Computadores, de Eletrônica Básica e Circuitos Digitais, de Tecnologia da Informação Aplicada de Robôs Móveis Autônomos e o de Computação de Alto Desempenho.

Presidente Prudente – Entre a infraestrutura disponível, estão dois laborató­rios didáticos de uso comum, um laboratório de Redes de Computadores, um laboratório didático de Engenharia de Software, Banco de Dados e Inteligência Computacional, e o Laboratório de Computação de Alto Desempenho, Computação Gráfica, Processamento de Imagens, Geometria Computacional e Visualização. Além disso, o projeto pedagógico do curso, em constante atualização, tem proporcionado aos alunos ótima inserção no mercado de trabalho e também a realização de pesquisas de iniciação científica com bolsas do CNPq (Conselho Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

Rio Claro – O aluno recebe uma sólida formação em hardware e software, o que lhe possibilita atuar no futuro em áreas científicas e comerciais. Ele tem acesso a nove laboratórios didáticos: quatro de Informática, um de Redes de Computadores, um de Microprocessadores, um de FMS (simulador de voo) e Visão de Máquina, um de Eletrônica e um de Física Básica. O aluno pode atuar em pelo menos outros dez laborató­rios de pesquisa de docentes. Os alunos são incentivados a participar de atividades de iniciação científica (com bolsa da Fapesp e do CNPq) e de extensão, bem como da empresa júnior, ligada ao curso. O trabalho de conclusão do curso pode ser de pesquisa, realizado na própria universidade, ou um estágio supervisionado na área, em organizações empresariais.

São José do Rio Preto – O curso do Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (Ibilce) apresenta uma estrutura curricular moderna, proporcionando ao aluno formação básica de excelente qualidade. Ele pode, ainda, especializar-se em uma ou mais áreas das cinco oferecidas: Sistemas de Informação, Sistemas de Computação, Sistemas de Automação e Controle Digital, Linguagens e Teoria da Computação e Computação Científica. As aulas práticas transcorrem em laboratórios de hardware e software. Os alunos têm oportunidade de bolsas de pesquisa, em iniciação científica, do CNPq e da Fapesp.