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Conseguir acessar rapidamente uma informação é uma condição necessária para agilizar as rotinas e tornar transparentes as gestões administrativas. Por isso, cada vez mais empresas e instituições, sejam elas públicas ou privadas, têm criado setores para cuidar de seus arquivos. A preservação e o acesso a documentos guardados em arquivos públicos é um direito garantido constitucionalmente, cabendo ao arquivista o tratamento integral para que eles sirvam de elemento de prova ou testemunho, caso sejam requisitados.
O arquivista é o profissional que cuida disso tudo. Ele identifica, avalia o que eventualmente pode ser eliminado, organiza, preserva e disponibiliza os documentos produzidos em qualquer tipo de suporte (papel, foto, filme, microfilme, disquete, CD-ROM e bancos de dados on-line) e de qualquer idade, administrativos ou históricos.
Ele pode atuar em arquivos de órgãos federais, estaduais e municipais, em arquivos médicos, jurídicos, eclesiásticos, empresariais, em escritórios de advocacia ou ainda em arquivos eletrônicos, fotográficos e de multimídia, entre outros.
O mercado exige um profissional crítico que atue tanto na construção como na difusão do conhecimento. Como ele tem de avaliar a importância dos documentos, necessita de uma base cultural sólida. Também precisa de conhecimentos teórico-metodológicos sobre gestão documental e de boa formação em informática.
A formação profissional, alicerçada na interdisciplinaridade, busca prepará-lo para refletir criticamente e tomar decisões nas rotinas de sua prática profissional, desenvolvendo habilidades para utilizar novas tecnologias aplicadas ao gerenciamento das informações registradas nos documentos de arquivo.
| na
UNESP |
| Foco na solução de problemas |
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O curso de Arquivologia oferecido na Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC) da UNESP, câmpus de Marília, é o primeiro do Estado de São Paulo. Seu principal objetivo é formar um profissional que domine os conteúdos específicos e consiga enfrentar, de forma criativa e eficiente, os problemas inerentes a sua atividade. Outra meta é formar profissionais que tenham na investigação científica uma das bases para pensar sua atuação – que será, sobretudo, na formação de recursos humanos para o ensino e para os centros de pesquisa.
A estrutura curricular do curso é composta de um núcleo geral e outro específico. O primeiro tem disciplinas (obrigatórias e optativas) e atividades comuns aos cursos de Arquivologia e Biblioteconomia. No segundo, estão as disciplinas próprias da atividade arquivística, além de 252 horas de estágio obrigatório e do desenvolvimento e defesa de um Trabalho de Conclusão de Curso.
No câmpus de Marília existe ainda uma saudável articulação acadêmica do curso de Arquivologia com o programa de pós-graduação, nos níveis de mestrado e doutorado, em Ciência da Informação, nas linhas Informação e Tecnologia, Gestão, Mediação e Uso da Informação e Organização da Informação, e com o Centro de Documentação Histórica e Universitária de Marília (Cedhum), localizado na própria Faculdade.
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