|
O curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo tem como objetivo formar um profissional generalista, apto a compreender e traduzir as necessidades dos indivíduos, de grupos sociais, de comunidades e da sociedade em geral, com relação à concepção, organização e construção do espaço interior e exterior. Ele deve abranger o urbanismo, a edificação, o paisagismo, bem como a conservação e a valorização do patrimônio construído, a proteção e o equilíbrio do ambiente natural e a utilização racional dos recursos disponíveis, de acordo com resolução do MEC (Ministério da Educação) de 2006.
Os conhecimentos amplos, diversificados e complexos tornam a profissão extremamente estimulante. A principal preocupação do profissional está em atingir a maior qualidade estética e funcional nas suas intervenções, sempre tendo como norteador a responsabilidade social. O campo da Arquitetura e Urbanismo é multidisciplinar. O arquiteto intervém no espaço a partir do referencial de outras áreas, como, por exemplo, a sociologia, a antropologia, a engenharia, a história, a ecologia, as artes e a economia.
Ao longo do curso, o aluno recebe as ferramentas necessárias para que possa atuar na leitura, na interpretação de questões urbanas e na intervenção projetual, o que lhe permite conceber, elaborar e gerenciar projetos de arquitetura e urbanismo (loteamentos, equipamentos coletivos, espaços livres e de lazer e mobiliário urbano), bem como planejar políticas habitacionais e outras ocupações territoriais e patrimoniais.
O arquiteto pode desenvolver suas atividades em escritório próprio ou em órgãos públicos, projetando edifícios, espaços livres, preservando o patrimônio arquitetônico e urbanístico, criando e expandindo áreas urbanas ou planejando a ocupação de territórios mais amplos. Ele deve ser capaz de interpretar uma situação complexa, como a exigência de modificar um ambiente em função de necessidades específicas do usuário e das características do lugar (clima, topografia, regulamentação).
Também é preocupação do arquiteto projetar espaços sem destruir elementos importantes do ambiente natural, minimizando o conflito entre homem e natureza. No século XXI temos a preocupação de criar espaços sustentáveis, reformar, reabilitar, restaurar e reciclar. Esses fatores levaram ao aumento da necessidade desses profissionais nos postos da administração municipal, estadual e federal e nas áreas de planejamento urbano, habitacional, ambiental, social e obras.
| na
UNESP |
| Projeto orienta para soluções inovadoras e sustentáveis |
|
O projeto pedagógico do curso de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (Faac) da UNESP, câmpus de Bauru, está fundamentado na interdisciplinaridade das matérias. A grade curricular apoia-se em três núcleos que orientam o conhecimento teórico-prático do curso: núcleo de conhecimento de fundamentação, núcleo de conhecimentos profissionais e núcleo de formação profissional. As disciplinas subdividem-se em cinco áreas do conhecimento (Projetos, Fundamentos Teóricos, Meios de Expressão e Representação, Tecnologia e Prática da Atividade Profissional), assegurando uma visão de totalidade na formação do futuro profissional.
Para a integração dos conhecimentos teóricos e práticos, o aluno conta com a disciplina Trabalho Projetual Integrado, que aborda, simultaneamente, propostas de projeto nas áreas de edificações, urbanismo e paisagismo. Esta disciplina acompanha o aluno do primeiro ao quarto ano e, no quinto, ele deve desenvolver o seu Trabalho Final de Graduação.
A Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT), câmpus de Presidente Prudente, apresenta um projeto político e pedagógico para formar profissionais capazes de unir a prática e a teoria, de pensar a edificação nos seus contextos social e ambiental e de ter ousadia para propor soluções inovadoras e sustentáveis. O currículo valoriza a atuação interdisciplinar.
O objetivo é que o arquiteto e urbanista contribua para a formulação de políticas públicas habitacionais, de urbanização, reurbanização e intervenções pontuais ou mais amplas sobre o tecido urbano. Enfatiza a atuação individual e com o poder público. Não perde, tampouco, a perspectiva de que a cidade é, ao mesmo tempo, resultado e processo da produção de um modo de vida que exige intervenções criativas para a solução de seus problemas.
|
| |
|
|