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Ciências biológicas
Exercício ajuda portador de Parkinson
Realização de atividades físicas melhorou condições do corpo e da mente em grupo de idosos
O pesquisador Andrei Lopes, do Departamento
de Educação Física do Instituto
de Biociências, câmpus de Rio Claro, desenvolveu uma dissertação de mestrado
sobre os efeitos da atividade física na saúde
dos portadores da doença de Parkinson.
Sob a orientação do professor Sebastião
Gobbi, Lopes estudou dois grupos de
idosos, cada qual com 11 voluntários portadores
da doença e média de 66 anos.
Os voluntários foram recrutados por
divulgação da Associação Paulista de Medicina
(APM) de Rio Claro, da mídia e de cartazes e palestras, além da colaboração
de grupos de convivência de idosos
(incluindo o Profit, grupo de atividade
física para a terceira idade do câmpus
de Rio Claro). Todos passaram por testes
para verificação do estágio da doença e
de condicionamento físico.
Um dos grupos foi denominado “controle” e não foi submetido a treinamentos
físicos. O segundo realizou exercícios físicos três vezes por semana
durante 17 semanas. Eles praticaram
musculação para trabalhar os principais
grupos musculares, alongamento
e ginástica geral, com a maior variedade
possível de movimentos que envolvessem deslocamentos, lançamentos e
níveis (em pé, sentado ou deitado) e
uso de grande variedade de materiais, como bolas, cordas e bastões.
Em seguida, os dois grupos foram
reavaliados, e suas condições físicas,
comparadas. O grupo que praticou exercícios apresentou melhoras significativas
quanto a flexibilidade,
agilidade, equilíbrio e força. Além
disso, o comprometimento motor
causado pela doença diminuiu significativamente.
Já o grupo controle apresentou piora nesses itens.
Além disso, o estudo concluiu
também pela melhora psicológica
dos praticantes dos exercícios. “Os treinamentos são realizados em
grupo, o que propicia uma interação
social bastante importante contra
problemas como a depressão”,
explica Lopes.
Maristela Garmes |