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Novembro/2009– Ano XXII – nº 250   ::   Suplemento

 
:: TECNOLOGIA ::

Ciências Biológicas
Programa orienta combate a piolhos
Iniciativa se baseia em estudo sobre infestação entre moradores de cem residências em bairro de Botucatu

A pediculose, ou infestação por piolhos (Pediculus capitis), afeta tanto a saúde física quanto a mental das crianças em idade escolar, o que reduz a autoestima e leva a dificuldades de aprendizado. Relacionado a fatores socioeconômicos, esse mal é visto pela população e pelo poder público como um incômodo, e não um como problema de saúde. Essas são algumas das conclusões de pesquisas realizadas pelo professor Newton Madeira, do Departamento de Parasitologia do Instituto de Biociências, câmpus de Botucatu.

“Nos países desenvolvidos, a comunidade dermatológica discute a classificação da pediculose como doença, porque eles realmente se preocupam com o impacto na qualidade de vida do jovem infectado”, afirma o biólogo. Madeira assinala que, no Brasil, faltam infraestrutura e equipes qualificadas para o trabalho de controle.

O especialista orientou um estudo de campo das enfermeiras Lúcia Silva e Rúbia de Aguiar Alencar. Elas elaboraram entrevistas aplicadas por agentes comunitários de saúde em moradores de cem residências com crianças menores de oito anos, na região do Parque Marajoara, em Botucatu.

Os resultados associam a infestação ao número de moradores por residência e a baixos níveis de escolaridade dos chefes de família. Entre as crianças que ainda não estavam na escola, o índice de infestação foi de 29%. A incidência chegou a 83,5% entre as que já frequentavam as aulas.

Para combater o problema, Madeira coordenou estudos e atividades de extensão na escola municipal “Prof. Luís Tácito Virgíneo dos Santos” e na escola estadual “Prof. João Queiroz Marques”, ambas em Botucatu.

Ele avaliou o grau de informação dos pais e responsáveis por alunos da 3.ª, 4.ª e 5.ª séries, dos professores e dos próprios estudantes. Em seguida, desenvolveu um programa educacional com o uso de cartilha e livro de atividades.

Madeira criou também um jogo interativo, incentivando atitudes positivas das crianças em relação à pediculose. De acordo com o pesquisador, o programa foi bem-sucedido na maioria das turmas, essencialmente por causa da interação com os professores

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