UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA
"JÚLIO DE MESQUITA FILHO"
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Novembro/2009– Ano XXII – nº 250   ::   Suplemento

 
:: RESENHAS ::

Economia
Ideias sobre o mundo da produção
Livro esclarece história das principais correntes do pensamento econômico no Brasil e no exterior

A preocupação de esclarecer a trajetória da Economia enquanto ciência, tanto em nível mundial como no caso brasileiro, uniu as reflexões de Adilson Marques Gennari, professor do Departamento de Economia da Faculdade de Ciências e Letras, câmpus de Araraquara, e Roberson de Oliveira, doutorando em história econômica pela USP. Eles são os autores do recém-lançado História do pensamento econômico (Editora Saraiva; 416 páginas; R$ 68,00).

O livro é dividido em três partes. A primeira examina desde as análises realizadas na Grécia e em Roma até os pensadores mercantilistas tardios. O foco está em ressaltar que as produções iniciais do que entendemos como economia estiveram subordinadas a imperativos extraeconômicos, como moral, ética, justiça, religião e política.

A segunda parte trata das principais correntes da área, desde a escola clássica, em fins do século XVIII, até a neoliberal, dominante no final do século XX. Os autores enfocam como, nesse período, o capitalismo se consolidou como sistema global e, simultaneamente, a Economia se transformou num ramo autônomo do conhecimento.

As principais tendências do pensamento econômico brasileiro do século XX são apresentadas na última parte. Elas são agrupadas em quatro escolas: a desenvolvimentista (Roberto Simonsen, Celso Furtado, Roberto Campos e Maria da Conceição Tavares), a neoliberal (Eugênio Gudin e Octávio Gouvêa de Bulhões), a Marxista (Caio Prado Júnior, Fernando Henrique Cardoso, Enzo Faletto, Paul Singer e Francisco de Oliveira) e a heterodoxa (Ignácio Rangel, Luís Carlos Bresser Pereira, Mário Henrique Simonsen, Pérsio Arida e Lara Resende).

As explicações de Oliveira e Gennari auxiliam a entender fenômenos como política monetária, variações cambiais e índices de inflação, temas cotidianos da mídia que afetam a economia tanto na esfera pública como na privada.

As ações promovidas nesse setor são entendidas, portanto, como um universo de escolhas na busca dos melhores caminhos para se antecipar aos movimentos dos agentes econômicos influentes. Nesse sentido, as teorias são discutidas sob uma perspectiva histórica, que permite avaliar as principais questões do debate econômico do passado e do presente.

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