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Economia
Ideias sobre o mundo da produção
Livro esclarece história
das principais correntes
do pensamento econômico
no Brasil e no exterior
A preocupação de esclarecer a trajetória da Economia
enquanto ciência, tanto em nível mundial como no caso brasileiro, uniu as reflexões de Adilson Marques
Gennari, professor do Departamento de Economia da
Faculdade de Ciências e Letras, câmpus de Araraquara,
e Roberson de Oliveira, doutorando em história econômica
pela USP. Eles são os autores do recém-lançado
História do pensamento econômico (Editora Saraiva; 416
páginas; R$ 68,00).
O livro é dividido em três partes. A primeira examina
desde as análises realizadas na Grécia e em Roma até os
pensadores mercantilistas tardios. O foco está em ressaltar
que as produções iniciais do que entendemos como economia
estiveram subordinadas a imperativos extraeconômicos,
como moral, ética, justiça, religião e política.
A segunda parte trata das principais correntes da área, desde a escola clássica, em fins do século XVIII,
até a neoliberal, dominante no final do século XX. Os
autores enfocam como, nesse período, o capitalismo
se consolidou como sistema global e, simultaneamente,
a Economia se transformou num ramo autônomo
do conhecimento.
As principais tendências do pensamento econômico
brasileiro do século XX são apresentadas na última parte.
Elas são agrupadas em quatro escolas: a desenvolvimentista
(Roberto Simonsen, Celso Furtado, Roberto Campos
e Maria da Conceição Tavares), a neoliberal (Eugênio
Gudin e Octávio Gouvêa de Bulhões), a Marxista (Caio
Prado Júnior, Fernando Henrique Cardoso, Enzo Faletto,
Paul Singer e Francisco de Oliveira) e a heterodoxa (Ignácio
Rangel, Luís Carlos Bresser Pereira, Mário Henrique
Simonsen, Pérsio Arida e Lara Resende).
As explicações de Oliveira e Gennari auxiliam a entender
fenômenos como política monetária, variações
cambiais e índices de inflação, temas cotidianos da
mídia que afetam a economia tanto na esfera pública
como na privada.
As ações promovidas nesse setor são entendidas,
portanto, como um universo de escolhas na busca dos
melhores caminhos para se antecipar aos movimentos
dos agentes econômicos influentes. Nesse sentido, as
teorias são discutidas sob uma perspectiva histórica,
que permite avaliar as principais questões do debate
econômico do passado e do presente.
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