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Setembro/2009– Ano XXII – nº 248   ::   Suplemento

 
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Relações Internacionais
Fórum debate internacionalização da Unesp
Evento destaca relevância da inserção da Universidade no Exterior e vantagens da expansão desse processo

Para debater as estratégias da inserção internacional da Unesp, pró-reitoras, professores, diretores de Unidades, coordenadores de cursos de graduação e pós, presidentes de Comissões de Pesquisa e alunos se reuniram no dia 17 de agosto, no I Fórum de Internacionalização da Unesp, em Águas de Lindoia (SP). O evento teve ainda a presença de representantes de USP, Unicamp e de órgãos e agências de fomento de França, Alemanha e EUA. “A Unesp tem conquistado importantes avanços na qualidade da graduação, de suas pesquisas e no seu papel social, porém chegou o momento de ampliar sua visibilidade internacional”, declarou o reitor Herman Voorwald.

Para o assessor-chefe da Assessoria de Relações Externas (Arex), José Celso Freire Junior, a maior presença da Universidade no cenário mundial passa pelo aumento e aprofundamento de convênios com instituições estrangeiras de renome, além do fomento a programas de mobilidade internacional para professores, pesquisadores e alunos. “A inserção internacional da Universidade melhora a formação acadêmica e cultural dos alunos e pesquisadores”, aponta. “Já para os docentes, ela amplia o reconhecimento científico entre seus pares.”

Atualmente, a Arex registra cerca de 140 convênios da Unesp com universidades de 26 países. Também estão em vigor programas oficiais de mobilidade internacional em várias áreas, que garantem bolsas de estudo, cobertura de gastos com alimentação, transporte e estadia. Neste ano, 239 alunos foram selecionados para estudar no Exterior. “Para o tamanho e potencial da Universidade são números ainda pequenos”, ressaltou Freire, que pretende ampliar o número de escritórios de relações internacionais nas unidades.

Uma das barreiras para a expansão da mobilidade estudantil está associada ao reconhecimento dos créditos das disciplinas cursadas pelos estudantes da Unesp no Exterior. Isso faz com que muitos alunos que estudam fora do País fiquem atrasados até um ano em relação aos colegas do curso. “Esta é uma das razões que fazem com que muitos alunos da Medicina deixem de estudar no Exterior”, observa Silke Anna Thereza Weber, docente da Faculdade de Medicina.

Para a pró-reitora de Graduação Sheila Zambello de Pinho, é necessário que os cursos da Unesp adotem o sistema de transferência de créditos para alunos que estudam fora, como ocorre em outras nações. Já a pró-reitora de Pós-Graduação (Propg) Marilza Rudge destacou a importância de se aumentar os convites a professores estrangeiros, a publicação em revistas do Exterior e visitas de docentes a outros países para prospecção de parcerias. Ela ressalta que têm sobrado cotas de auxílio para estágios e bolsas do tipo “sanduíche” no Exterior, oferecidas pela Propg. “São dados que denotam uma preocupante falta de interesse por parte do nosso corpo docente”, disse.

A participação de professores em redes de pesquisa, consórcios, parcerias e publicações em revistas internacionais também pode fortalecer a visibilidade da Unesp. “Hoje, os rankings mundiais levam muito em conta estes parâmetros de inserção internacional na avaliação institucional das universidades”, afirmou Maria José Giannini, pró-reitora de Pesquisa. “Além da conquista de prêmios internacionais, da participação em eventos internacionais, nos comitês editoriais de revistas e em organizações científicas internacionais.” Ela informou que em 2010 será instituído o “Ano da Internacionalização da Unesp”.

Julio Zanella

Bolsistas assinalam experiências e desvantagens

Durante o Fórum de Internacionalização, vários alunos bolsistas de programas de intercâmbio no Exterior discutiram as vantagens e desvantagens de se estudar em outro país.

O estudante Glauco dos Santos, do Instituto de Química, em Araraquara, destacou a oportunidade que teve para aprofundar suas pesquisas sobre sensores biológicos. Ele ficou dois meses na Universidade da Flórida (EUA), como bolsista de um programa piloto para alunos de iniciação científica.

Já o destino do aluno Francisco Breno Gomes Filgueiras, da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA), câmpus de Botucatu, foi a Universidade de Rennes, na França, onde ficou um ano. Para tanto contou com o auxílio do projeto Brafagri da Capes, do qual a Unesp faz parte. “Além da experiência cultural de conhecer outros países e aperfeiçoar o francês, obtive maior conhecimento sobre o marketing em economia rural”, destaca.

O aspecto cultural e crescimento pessoal também foram destacados pela estudante da FCA Marina Athayde, que passou um ano no Japão em um intercâmbio entre a Unesp e a Universidade de Tóquio. “O problema foi ter perdido um ano na faculdade por falta do reconhecimento de créditos”, comenta.

J.Z.

 

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