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Setembro/2009– Ano XXII – nº 248   ::   Suplemento

 
:: ENERGIA ::

Botucatu
Desafios do programa nacional de biodiesel
Artigo aponta que hegemonia da cultura de soja dificulta avanço da agricultura familiar no setor

O PNPB (Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel) foi implantado em 2005 com o objetivo de criar uma opção renovável para os combustíveis fósseis. Sua proposta também incluía a redução da importação de petróleo e seus derivados, o fortalecimento da agricultura familiar e a produção de combustíveis ambientalmente corretos. O programa foi o tema de um artigo escrito por três docentes da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA), câmpus de Botucatu (FCA), e publicado na RILP (Revista Internacional em Língua Portuguesa, III Série, nº 21, de 2008).

O texto de Maura Seiko Tsutsui Esperancini, Izabel Cristina Takitane e Osmar de Carvalho Bueno enfatiza que, por ser hoje a principal cultura utilizada na produção de biocombustíveis, a soja tem dificultado a inserção da agricultura familiar na cadeia produtiva. “A soja é uma cultura fortemente tecnificada, que exige mecanização em praticamente todas as etapas da produção e principalmente na colheita, tecnologia pouco acessível aos produtores familiares”, explica Maura.

Hoje, a soja é responsável por 85% do biodiesel brasileiro, enquanto o sebo bovino responde por 10% e as demais oleaginosas, pelo restante. “Existem outras culturas com potencial para a produção do combustível, como pinhão-manso, canola, girassol, algodão, mamona, amendoim, dendê, palma, nabo forrageiro, crambe e outras menos conhecidas”, diz Maura.

Fabiana Manfrim

 
  ACI