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Psicologia
Aprendendo na terceira idade
Estudo focaliza relação de idosos
com educação e como docentes e alunos
enxergam envelhecimento
O aprendizado na terceira
idade e as representações que alunos idosos
e professores fazem sobre envelhecimento e educação
foram tema de uma pesquisa apresentada na Faculdade
de Ciências (FC), câmpus de Bauru, pela
psicóloga Lauren Mariana Mennocchi. Sob a orientação
da docente Lúcia Pereira Leite, o trabalho mostra
que há diferentes ideias a respeito do processo
de aprendizagem nesse segmento da população.
O estudo, realizado na Universidade Aberta à
Terceira Idade (Unati) ligada a uma instituição
de ensino superior de Bauru (SP), destaca que, na visão
dos professores entrevistados, é possível
aprender na terceira idade. Os idosos, por sua vez,
mencionam certas dificuldades naturais dessa fase da
vida, como visão reduzida e problemas de locomoção,
que impedem um melhor aproveitamento das atividades.
Hoje, a relação de idosos com o processo
educacional, de acordo com a psicóloga, é
bem melhor do que em outros tempos. Antigamente,
não havia participação nenhuma
do aluno em sala de aula, o professor proibia os estudantes
de falar qualquer coisa que pudesse deixar a aula mais
dinâmica, comenta. Mesmo assim, os alunos
da pesquisa sentem falta de mais espaço para
falar sobre os conhecimentos obtidos ao longo da existência.
Precisamos olhar a aprendizagem na terceira idade
como uma prática que requer atenção
e recursos para atendê-la, explica Lauren.
Visão do idoso Outro ponto do
estudo destaca as representações sociais
sobre a velhice. Em geral, elas se referem a um processo
natural das fases do desenvolvimento humano, com concepções
positivas representadas pela sabedoria e experiência
de vida. A velhice é um período
de vantagens e desvantagens, representa ganhos e perdas
em relação a outras fases, assinala
Lauren. Ou seja, para chegar bem na velhice é
importante ter um preparo pessoal. Para Lauren,
existem dois estereótipos sobre os idosos. O
primeiro diz respeito a um indivíduo pouco ativo,
enfermo, sem domínio do corpo e que
vive isolado do convívio social por estar aposentado.
O outro trata de uma pessoa ativa, saudável,
bem-humorada, atualizada e integrada à sociedade.
A participação dos idosos na universidade,
segundo a psicóloga, melhora a forma como eles
interagem com outras pessoas e como são percebidos
por elas. Isso proporciona melhorias nas atitudes
em relação aos jovens e nos relacionamentos
com
os familiares, afirma.
A psicóloga destaca a importância de essa
faixa da população participar de programas
como os da Unati, que contribuem para o avanço
da qualidade de vida, além de oferecer oportunidades
de desenvolvimento cultural e psicológico, expandindo
suas redes de contato social, o que é muito
bom para o fortalecimento da cidadania e um envelhecimento
mais saudável.
Sobre a Unati A Unati (Universidade Aberta
à Terceira Idade) surgiu na década de
1970, na França, com o objetivo de garantir direitos
de cidadãos ao número crescente de aposentados,
por meio de atividades socioeducativas, acadêmicas,
culturais e de lazer. Atualidades, ensino de línguas,
fisioterapia preventiva e fitoterapia são alguns
dos assuntos discutidos em sala de aula, acrescenta
Lauren.
A universidade, além de proporcionar
benefícios aos adultos com mais de cinquenta
anos, permite aos seus professores aprendizado entre
gerações. Esse vínculo também
beneficia o educador, que poderá imaginar uma
perspectiva para o próprio envelhecimento,
explica a psicóloga.
Fabiana Manfrim
Unati oferece apoio a credenciados
de fundação
Convênio, iniciado na Reitoria, prevê
que integrantes da Geap participem de atividades na
Universidade
A Unesp e a Fundação de
Seguridade Social (Geap), que oferece serviços
de assistência médica e odontológica
a servidores públicos, firmaram convênio
que favorece a participação dos credenciados
da Fundação em atividades da Universidade
Aberta à Terceira Idade (Unati) da Unesp. Em
troca, membros da entidade vão oferecer palestras
na Universidade. Inicialmente, o convênio beneficiará
a Reitoria.
O documento foi assinado no dia 30 de
junho, pelo reitor Herman Voorwald, o gerente regional
da Geap, Renato Abreu Filho, e o diretor presidente
da Fundação para Desenvolvimento da Unesp
(Fundunesp), Luiz Antonio Vane. Buscamos estabelecer
esta parceria pensando no aspecto sociocultural, além
da saúde e qualidade de vida dos idosos,
explica Maria Candida Soares Del Masso, coordenadora
do Núcleo Central da Unati. Segundo Abreu Filho,
67% dos credenciados do Geap são maiores de 50
anos. Investimos para que eles tenham uma
vida saudável, acrescenta.
A Geap soma hoje 750 mil pessoas credenciadas
no Brasil, oferecendo planos e programas de saúde,
assistência social e previdência complementar
aos servidores públicos federais, estaduais e
municipais.
F.M.
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