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Ouvidoria
Retrato de um dirigente
José Ribeiro Júnior
A reunião do
Conselho Universitário da Unesp do dia 27 de
junho, que, entre outras matérias, aprovou o
Plano de Gestão 2009-2012, teve uma das mais
singelas e comoventes homenagens que já presenciamos
na história da nossa universidade.
Falamos da inauguração do retrato do professor
Marcos Macari na Galeria dos Ex-reitores da Unesp.
Foram homenageados, também, alunos que se destacaram
na Etapa internacional do Desafio Sebrae e no Concurso
Nacional de Design Automotivo. Lotavam a sala do CO
os membros da comunidade unespiana, representados por
seus conselheiros,
fundações e convidados especiais, entre
eles o secretário de Estado do Ensino Superior,
Carlos Vogt.
A Orquestra Acadêmica da Unesp executou peças
suaves e sensíveis. Houve as falas do vice-reitor,
Julio Cezar Durigan; do diretor da Faculdade de Medicina,
Sérgio Müller, em nome do Conselho; do secretário
Vogt; e do atual reitor, Herman Voorwald. Macari foi
destacado em suas virtudes de homem público e
administrador acadêmico de ilibada conduta em
seus quatro anos de mandato. Não poderíamos
deixar de manifestar, entretanto, nossa impressão
pessoal de alguns enfoques
que retratam o homem e a instituição.
O doutor Sérgio Müller destacou a forma
de ser do ex-reitor, enquanto apreciador da pesca e
da prática do futebol. O gosto pela pescaria,
aliás, deu-lhe o traço de perseverança,
tranquilidade, bom senso e bom humor. O gosto pela disputa
esportiva rendeu-lhe a disposição da concorrência
e da vitória.
O secretário Vogt, poeta consagrado, fez pura
poesia ao reconhecer na característica interiorana
do homenageado o traço da alma caipira,
no seu puro e positivo significado. E, para coroar um
evento que contava com a presença da família
do retratado mãe, filhos, netos e esposa
, o reitor Herman reafirmou que uma instituição
não se constrói somente com o trabalho
diuturno, elemento indispensável, sendo também
necessário impregnar nele o amor e o carinho
pela comunidade.
Essa foi a forma como vimos e sentimos a cerimônia.
É uma visão romântica ou onírica?
O leitor julgue, porque é a nossa forma de ser
desde que iniciamos nossa vida acadêmica. Há
alguns anos, algumas unidades não tinham o hábito
de homenagens desse tipo. Mas são essas cerimônias
que criam a tradição do reconhecimento
pelo trabalho prestado. Nem sempre se concorda com tudo
o que faz um dirigente, mas o professor que abandona,
por algum tempo, o seu laboratório
para cumprir uma função administrativa
merece o respeito e a estima dos seus colegas pesquisadores,
estudantes e servidores.
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