UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA
"JÚLIO DE MESQUITA FILHO"
Reitoria
 
     
 
Jornal UNESP :::

Agosto/2009– Ano XXII – nº 247   ::   Suplemento

 
:: GERAL ::

Ouvidoria
Retrato de um dirigente
José Ribeiro Júnior

A reunião do Conselho Universitário da Unesp do dia 27 de junho, que, entre outras matérias, aprovou o Plano de Gestão 2009-2012, teve uma das mais singelas e comoventes homenagens que já presenciamos na história da nossa universidade.
Falamos da inauguração do retrato do professor Marcos Macari na Galeria dos Ex-reitores da Unesp.

Foram homenageados, também, alunos que se destacaram na Etapa internacional do Desafio Sebrae e no Concurso Nacional de Design Automotivo. Lotavam a sala do CO os membros da comunidade unespiana, representados por seus conselheiros,
fundações e convidados especiais, entre eles o secretário de Estado do Ensino Superior, Carlos Vogt.

A Orquestra Acadêmica da Unesp executou peças suaves e sensíveis. Houve as falas do vice-reitor, Julio Cezar Durigan; do diretor da Faculdade de Medicina, Sérgio Müller, em nome do Conselho; do secretário Vogt; e do atual reitor, Herman Voorwald. Macari foi destacado em suas virtudes de homem público e administrador acadêmico de ilibada conduta em seus quatro anos de mandato. Não poderíamos deixar de manifestar, entretanto, nossa impressão pessoal de alguns enfoques
que retratam o homem e a instituição. O doutor Sérgio Müller destacou a forma de ser do ex-reitor, enquanto apreciador da pesca e da prática do futebol. O gosto pela pescaria, aliás, deu-lhe o traço de perseverança, tranquilidade, bom senso e bom humor. O gosto pela disputa esportiva rendeu-lhe a disposição da concorrência e da vitória.

O secretário Vogt, poeta consagrado, fez pura poesia ao reconhecer na característica interiorana do homenageado o traço da “alma caipira”, no seu puro e positivo significado. E, para coroar um evento que contava com a presença da família do retratado – mãe, filhos, netos e esposa –, o reitor Herman reafirmou que uma instituição não se constrói somente com o trabalho diuturno, elemento indispensável, sendo também necessário impregnar nele o amor e o carinho pela comunidade.

Essa foi a forma como vimos e sentimos a cerimônia. É uma visão romântica ou onírica? O leitor julgue, porque é a nossa forma de ser desde que iniciamos nossa vida acadêmica. Há alguns anos, algumas unidades não tinham o hábito de homenagens desse tipo. Mas são essas cerimônias que criam a tradição do reconhecimento pelo trabalho prestado. Nem sempre se concorda com tudo o que faz um dirigente, mas o professor que abandona, por algum tempo, o seu laboratório
para cumprir uma função administrativa merece o respeito e a estima dos seus colegas pesquisadores, estudantes e servidores.

 
  ACI