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Fisioterapia
Método melhora coordenação motora
Trabalho voltado para público entre quatro
e doze anos revebeu prêmio em congresso nacional
Crianças
com idades entre quatro e doze anos com dificuldade
para executar certas atividades, como jogar bola, recortar,
escrever, abotoar ou amarrar, podem sofrer de uma desordem
chamada Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação
(TDC). O alerta é feito pela fisioterapeuta Maria
Angélica da Rocha Diz, mestre em Ciências
da Motricidade Humana pelo câmpus de Rio Claro,
que desenvolveu estudo para tentar melhorar essas habilidades.
Apresentada no Instituto de Biociências (IB),
a dissertação foi considerada a melhor
pesquisa científica nacional de pós-graduação
em 2008 pela Sociedade Brasileira de Comportamento Motor,
durante o IV Congresso Brasileiro de Comportamento Motor,
ocorrido em São Paulo. É gratificante
saber que meu trabalho é relevante para a área,
disse a autora, que foi orientada pela docente Ana Maria
Pellegrini e co-orientada pela professora
Cynthia Y. Hiraga.
Crianças com TDC, segundo Maria Angélica,
geralmente têm desempenho inferior ao daquelas
com desenvolvimento típico para sua idade cronológica
e mental. Comumente, elas executam com lentidão
e desequilíbrio as habilidades motoras básicas,
são incapazes de se adaptar a situações
novas e têm dificuldade de aprendizagem. Pais,
professores e amigos costumam chamar os portadores de
TDC de indivíduos descoordenados, afirma.
Por causa do estigma, muitas delas desenvolvem baixa
autoestima, angústia e ansiedade.
Segundo a fisioterapeuta, o torque ou força
são tarefas que exigem estabilização
de determinado objeto entre os dedos, como um lápis,
por exemplo. Na pesquisa, ela trabalhou com 12 crianças
que não possuíam qualquer dano neurológico
aparente ou distúrbio cognitivo, mas que não
conseguiam realizar suas tarefas com desenvoltura. Nos
testes, os participantes deveriam segurar o botão
de umprobleosciloscópio entre os dedos indicador
e polegar e girá-lo. Por meio de um monitor,
o aparelho media a força utilizada para mover
o botão.
Maria Angélica explica que esse tipo de tratamento,
em que há uma resposta visual (feedback) dada
pelo osciloscópio, auxilia o paciente a ter uma
referência interna de movimento, além de
fortalecer mecanismos de detecção e correção
dos erros.
Com essas atividades específicas, é
possível melhorar o desenvolvimento motor desse
grupo ou até mesmo resolver o problema,
diz.
Fabiana Manfrim
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