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Há um século
nascia João Guimarães Rosa, o escritor
que equilibrava o trabalho no sofisticado serviço
diplomático com o convívio freqüente
com os habitantes simples do sertão do
País. Os personagens de seus textos, vagando
aparentemente por um espaço perdido no
passado, vivem histórias que tocam o Brasil
e o mundo contemporâneo. Rosa desenha uma
nação fragmentada e violenta, carente
da presença do Estado, indecisa entre a
tradição e a modernidade, marcada
por contradições que penetram a
própria narrativa, também ela dividida
por veredas que não levam a destinos certos
e seguros. O labirinto criado pela escrita de
Rosa é o assunto dos artigos desta edição,
que buscam compreender suas dimensões literárias,
lingüísticas, dramatúrgicas
e políticas.
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