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Abril/2008 – Ano XXI – nº 232   ::   Suplemento [Voltar]
 
:: TECNOLOGIA ::

Engenharia
Equipe aperfeiçoa uso de lubrificante
Estudos com radiação e temperatura pretendem reduzir danos de produtos a saúde e ambiente

O óleo lubrificante utilizado na indústria, ou fluido de corte, pode desencadear uma série de problemas de saúde nos trabalhadores, como alergias, micoses e câncer, além de ser um potencial contaminador de recursos hídricos. As alternativas para tornar esse produto menos nocivo foram o tema de uma pesquisa conduzida no câmpus de Bauru por Eduardo Carlos Bianchi e Paulo Roberto de Aguiar, respectivamente, docentes do Departamento de Engenharia Elétrica e Departamento de Engenharia Mecânica da Faculdade de Engenharia (FE), e Olavo Speranza de Arruda, do Departamento de Biologia da Faculdade de Ciências (FC).

Segundo os pesquisadores, é comum na indústria o acréscimo de aditivos e biocidas ao óleo. Os aditivos servem para aumentar a capacidade de lubrificação e refrigeração dos fluidos de corte, enquanto os biocidas evitam sua contaminação por microorganismos. “O problema é que essas duas substâncias tornam o produto ainda mais agressivo à saúde humana”, explica Aguiar.

Como alternativa eficiente aos biocidas, os engenheiros analisaram os efeitos do uso de radiação ultravioleta e diminuição da temperatura sobre as emulsões. Os resultados mostraram que essas práticas podem combater as bactérias da mesma forma que os biocidas. “Elas também diminuem o desgaste da substância e prolongam sua vida útil”, diz Bianchi.

Outra conseqüência favorável das medidas é a economia de descarte do produto no ambiente, uma vez que se amplia o tempo de uso. O estudo apontou, ainda, que os óleos de corte de origem sintética são mais resistentes a fungos e bactérias que os de origem mineral. Além disso, os sintéticos causam menos danos à natureza e à saúde dos operadores.

De acordo com Bianchi e Aguiar, a pesquisa reafirmou a necessidade de conscientização dos trabalhadores que lidam com o produto sobre o uso de equipamentos de proteção, como máscaras respiratórias, luvas e cremes para a pele. Os pesquisadores alertam, por fim, para a necessidade de descartar as roupas impregnadas com a substância.

Cinthia Leone

 
  ACI