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Engenharia
Equipe aperfeiçoa uso de lubrificante
Estudos com radiação e temperatura
pretendem reduzir danos de produtos a saúde e
ambiente
O óleo lubrificante
utilizado na indústria, ou fluido de corte, pode
desencadear uma série de problemas de saúde
nos trabalhadores, como alergias, micoses e câncer,
além de ser um potencial contaminador de recursos
hídricos. As alternativas para tornar esse produto
menos nocivo foram o tema de uma pesquisa conduzida
no câmpus de Bauru por Eduardo Carlos Bianchi
e Paulo Roberto de Aguiar, respectivamente, docentes
do Departamento de Engenharia Elétrica e Departamento
de Engenharia Mecânica da Faculdade de Engenharia
(FE), e Olavo Speranza de Arruda, do Departamento de
Biologia da Faculdade de Ciências (FC).
Segundo os pesquisadores, é comum na indústria
o acréscimo de aditivos e biocidas ao óleo.
Os aditivos servem para aumentar a capacidade de lubrificação
e refrigeração dos fluidos de corte, enquanto
os biocidas evitam sua contaminação por
microorganismos. O problema é que essas
duas substâncias tornam o produto ainda mais agressivo
à saúde humana, explica Aguiar.
Como alternativa eficiente aos biocidas, os engenheiros
analisaram os efeitos do uso de radiação
ultravioleta e diminuição da temperatura
sobre as emulsões. Os resultados mostraram que
essas práticas podem combater as bactérias
da mesma forma que os biocidas. Elas também
diminuem o desgaste da substância e prolongam
sua vida útil, diz Bianchi.
Outra conseqüência favorável das
medidas é a economia de descarte do produto no
ambiente, uma vez que se amplia o tempo de uso. O estudo
apontou, ainda, que os óleos de corte de origem
sintética são mais resistentes a fungos
e bactérias que os de origem mineral. Além
disso, os sintéticos causam menos danos à
natureza e à saúde dos operadores.
De acordo com Bianchi e Aguiar, a pesquisa reafirmou
a necessidade de conscientização dos trabalhadores
que lidam com o produto sobre o uso de equipamentos
de proteção, como máscaras respiratórias,
luvas e cremes para a pele. Os pesquisadores alertam,
por fim, para a necessidade de descartar as roupas impregnadas
com a substância.
Cinthia Leone
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