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Geociências
Um novo modelo de exploração de jazidas
Baseada em 20 anos de estudo, proposta explica
características peculiares de área em
Minas Gerais
A pesquisa de mais de
20 anos de Thomas Lafayette Brenner em uma jazida mineral
no sudoeste do Estado de Minas Gerais conquistou o primeiro
lugar na categoria Geociências do Prêmio
Capes. Com o título A jazida de níquel,
cobre e platinóides de Fortaleza de Minas: aspectos
tectônicos, vulcanológicos e tipos de minérios,
o doutorado foi defendido no Instituto de Geociências
e Ciências Exatas (IGCE), câmpus de Rio
Claro, com a orientação do professor Sebastião
Gomes Carvalho.
Na sua tese, Brenner analisa as características
geológicas e químicas que diferenciam
a jazida de Fortaleza de Minas de outros depósitos
minerais descritos na literatura. Desde sua descoberta,
em 1982, a jazida não se encaixava em nenhum
modelo clássico, diz Brenner. E,
a partir dos dados obtidos, propusemos um novo modelo
exploratório para esse tipo de jazida.
A formação do depósito de Fortaleza
de Minas se destaca como um raro exemplo de depósito
de níquel formado por lago de lava, contrastando
com a grande maioria dos depósitos de origem
vulcânica desenvolvidos a partir de canal de rio
de lava. Essa gênese alterou as características
geoquímicas da jazida. Os modelos existentes
nos dizem que depósitos de níquel são
encontrados em terrenos com baixa concentração
de cromo, explica o geógrafo. Contudo,
em Fortaleza, temos uma fonte de níquel mesmo
com a alta concentração desse outro metal.
Brenner alerta que, se as empresas utilizarem o critério
de baixo cromo para qualificar as jazidas, podem
abandonar depósitos de níquel. Dentro
do novo modelo, além da relação
cromo-níquel (Cr-Ni), são analisadas nesse
depósito a relação cromo-óxido
de magnésio (MgO), também alterada, e
deformações intensas na sua constituição
geológica.
Daniel Patire
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