|
Desenho industrial
Estudo reprova brinquedos infantis
Dimensões inadequadas e outros problemas
causam acidentes com crianças
Pesquisa de Iniciação
Científica realizada pela hoje mestranda Laura
Schaer, da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação
(Faac), câmpus de Bauru, mostra que a maior parte
das estruturas dos parques infantis localizados em locais
públicos e escolas do município oferece
risco para os usuários. Entre os problemas encontrados,
a estudante ressalta a dimensão de brinquedos
como gangorra, gira-gira, gaiola, balanço, ponte
e escorregador. Orientado pelo docente Luis Carlos Paschoarelli,
do Departamento de Desenho Industrial, o projeto teve
apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à
Pesquisa do Estado de São Paulo).
Com base nas normas da ABNT (Associação
Brasileira de Normas Técnicas), ela avaliou se
eles apresentavam as adequações antropométricas,
isto é, as medidas proporcionais ao corpo das
crianças. De acordo com o estudo, os balanços,
em muitos casos feitos com pneus usados, tinham um assento
muito alto, além de não disporem de encosto.
Já nos escorregadores o problema verificado se
localizava nos espaços entre os degraus.
Alguns aparelhos estavam dentro das normas da ABNT
e, ainda sim, eram inadequados para as crianças,
principalmente as menores. É o caso da gaiola,
uma espécie de trepa-trepa confeccionado em ferro.
Para ela, os padrões da ABNT são amplos
e brinquedos perigosos podem acabar se encaixando nas
medidas, mesmo que não correspondam à
necessidade dos usuários.
Laura entrevistou diretores de cerca de 30 escolas municipais,
que relataram a ocorrência de acidentes. Os ferimentos
registrados com maior freqüência foram escoriações
e cortes, seguidos de fraturas e luxações.
Na última etapa, a pesquisadora redesenhou os
brinquedos, de acordo com os parâmetros antropométricos
para crianças de 3 a 6 anos.
Cinthia Leone
|