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Abril/2008 – Ano XXI – nº 232   ::   Suplemento [Voltar]
 
:: PÓS-GRADUAÇÃO ::

Medicina
Testes avaliam vacina gênica antituberculose

Na área de Medicina, Ana Cláudia Pelizon recebeu o Prêmio Capes, com a investigação sobre as características e a eficácia da resposta imune – ou seja, a produção de anticorpos – induzida pela vacina gênica para tuberculose em camundongos recém-nascidos. O estudo foi defendido na Faculdade de Medicina em Botucatu.
Orientada pela professora Alexandrina Sartori, do Instituto de Biociências, câmpus de Botucatu, Ana Cláudia analisou diferentes estratégias vacinais em camundongos de 5 a 19 dias de vida, comparando com espécimes adultos (5 a 6 semanas de idade). “Os neonatos têm uma resposta imunológica diferente das obtidas com animais adultos”, comenta Ana. “Daí a importância de nosso estudo, pois a imunização à Mycobacterium tuberculosis (o agente da tuberculose) é feita em crianças recém-nascidas.”

O trabalho teve o apoio do professor Célio Silva, da USP de Ribeirão Preto, que estudou os efeitos da vacina gênica em camundongos adultos. As vacinas gênicas são feitas a partir da clonagem de genes ou fragmentos de genes, relacionados à ação patogênica dos microrganismos – no caso da tuberculose, o gene DNAhsp65.
A estratégia com melhores resultados utilizou a vacina BCG – usada na imunização humana – nos neonatos, com a aplicação da vacina gênica nos adultos. “Neste contexto, vários parâmetros precisam ainda ser avaliados: dose, via de imunização, idade do animal vacinado, possibilidade de associação com outras vacinas e uso de outras substâncias que aumentem a resposta imune”, explica.

Daniel Patire

 
  ACI