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Medicina
Testes avaliam vacina gênica antituberculose
Na área de Medicina,
Ana Cláudia Pelizon recebeu o Prêmio Capes,
com a investigação sobre as características
e a eficácia da resposta imune ou seja,
a produção de anticorpos induzida
pela vacina gênica para tuberculose em camundongos
recém-nascidos. O estudo foi defendido na Faculdade
de Medicina em Botucatu.
Orientada pela professora Alexandrina Sartori, do Instituto
de Biociências, câmpus de Botucatu, Ana
Cláudia analisou diferentes estratégias
vacinais em camundongos de 5 a 19 dias de vida, comparando
com espécimes adultos (5 a 6 semanas de idade).
Os neonatos têm uma resposta imunológica
diferente das obtidas com animais adultos, comenta
Ana. Daí a importância de nosso estudo,
pois a imunização à Mycobacterium
tuberculosis (o agente da tuberculose) é feita
em crianças recém-nascidas.
O trabalho teve o apoio do professor Célio Silva,
da USP de Ribeirão Preto, que estudou os efeitos
da vacina gênica em camundongos adultos. As vacinas
gênicas são feitas a partir da clonagem
de genes ou fragmentos de genes, relacionados à
ação patogênica dos microrganismos
no caso da tuberculose, o gene DNAhsp65.
A estratégia com melhores resultados utilizou
a vacina BCG usada na imunização
humana nos neonatos, com a aplicação
da vacina gênica nos adultos. Neste contexto,
vários parâmetros precisam ainda ser avaliados:
dose, via de imunização, idade do animal
vacinado, possibilidade de associação
com outras vacinas e uso de outras substâncias
que aumentem a resposta imune, explica.
Daniel Patire
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