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Abril/2008 – Ano XXI – nº 232   ::   Suplemento [Voltar]
 
:: GERAL ::

Geografia
Dataluta amplia divulgação de informações
Banco de dados reúne informações de movimentos camponeses de luta pela terra em todo País

Em fevereiro, o Núcleo de Estudos, Pesquisa e Projetos de Reforma Agrária (Nera), do Departamento de Geografia da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT), câmpus de Presidente Prudente, implantou uma nova estrutura para a divulgação das informações produzidas pelo projeto Banco de Dados da Luta pela Terra (Dataluta).

Com o apoio do Programa Permanente de Divulgação da Ciência na UNESP, ligado à Vice-reitoria, o Nera cadastrou grupos de pesquisas e pesquisadores de todo o País que trabalham temas afins, bem como as organizações do setor, para enviar mensalmente as informações produzidas pelo banco de dados.

O Dataluta, criado em 1998 pelo geógrafo Bernardo Mançano Fernandes, professor da FCT, organiza dados de ocupações e assentamentos, informações dos movimentos camponeses de luta pela terra e, desde 2005, da estrutura fundiária do País. É desenvolvido por alunos de graduação e pós-graduação, pesquisadores e professores ligados ao Nera.

“Hoje, temos o banco de dados mais completo do Brasil, pois reunimos informações de ocupações da CPT (Comissão Pastoral da Terra) e da OAN (Ouvidoria Agrária Nacional), que, confrontadas, nos oferecem uma leitura mais ampla que os próprios dados organizados pelas fontes originais”, diz Mançano, que coordena o Núcleo e o projeto. O banco de dados mostra que, por exemplo, em 2006, a CPT registrou 71 ocupações de terra em São Paulo, enquanto a OAN contabilizou 72. Contudo, após o confronto das informações, o grupo encontrou 111 ocupações.

Daniel Patire

 
  ACI