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Geografia
Dataluta amplia divulgação de informações
Banco de dados reúne informações
de movimentos camponeses de luta pela terra em todo
País
Em fevereiro, o Núcleo
de Estudos, Pesquisa e Projetos de Reforma Agrária
(Nera), do Departamento de Geografia da Faculdade de
Ciências e Tecnologia (FCT), câmpus de Presidente
Prudente, implantou uma nova estrutura para a divulgação
das informações produzidas pelo projeto
Banco de Dados da Luta pela Terra (Dataluta).
Com o apoio do Programa Permanente de Divulgação
da Ciência na UNESP, ligado à Vice-reitoria,
o Nera cadastrou grupos de pesquisas e pesquisadores
de todo o País que trabalham temas afins, bem
como as organizações do setor, para enviar
mensalmente as informações produzidas
pelo banco de dados.
O Dataluta, criado em 1998 pelo geógrafo Bernardo
Mançano Fernandes, professor da FCT, organiza
dados de ocupações e assentamentos, informações
dos movimentos camponeses de luta pela terra e, desde
2005, da estrutura fundiária do País.
É desenvolvido por alunos de graduação
e pós-graduação, pesquisadores
e professores ligados ao Nera.
Hoje, temos o banco de dados mais completo do
Brasil, pois reunimos informações de ocupações
da CPT (Comissão Pastoral da Terra) e da OAN
(Ouvidoria Agrária Nacional), que, confrontadas,
nos oferecem uma leitura mais ampla que os próprios
dados organizados pelas fontes originais, diz
Mançano, que coordena o Núcleo e o projeto.
O banco de dados mostra que, por exemplo, em 2006, a
CPT registrou 71 ocupações de terra em
São Paulo, enquanto a OAN contabilizou 72. Contudo,
após o confronto das informações,
o grupo encontrou 111 ocupações.
Daniel Patire
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