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Março/2008 – Ano XXI – nº 231   ::   Suplemento [Voltar]
 
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Informática
UNESP no Campus Party
Alunos e docentes têm participação destacada em áreas como robótica, em evento realizado em SP

Estudantes e professores da UNESP tiveram presença significativa no Campus Party, que se realizou pela primeira vez no Brasil, atraindo cerca de 92 mil pessoas ao Parque do Ibirapuera, em São Paulo, entre os dias 11 e 17 de fevereiro. O evento, que se originou em 1997 na Espanha, é considerado o maior encontro de entretenimento na área de Internet do mundo. O evento brasileiro reuniu 3 mil “campuseiros”, jovens que acamparam no Parque para participar de atividades nas arenas de robótica, software livre,
blogs, astronomia, criatividade, simulação, música e modding.

Os engenheiros eletrônicos Alexandre da Silva Simões e Marcelo Nicoletti Franchin, respectivamente, professores do câmpus de Sorocaba e da Faculdade de Engenharia (FE), câmpus de Bauru, coordenaram as atividades da arena de robótica, juntamente com os professores Esther Colombini e Jackson Matsuura, do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica).

Projetos de robótica

Na abertura das atividades da arena, Simões ministrou uma palestra sobre a evolução da robótica . “Os robôs estão cada vez mais presentes em áreas como a medicina e a engenharia e, nos próximos anos, devem chegar aos lares, como eletrodomésticos ou com função lúdica”, assinala.

Franchin ofereceu uma oficina em que os participantes construíram pequenos robôs móveis com um kit desenvolvido por professores da FE. “Com esse kit, os alunos montam seus robôs desde as primeiras engrenagens do motor, confeccionam placas eletrônicas, programam um microprocessador embarcado e, ainda, elaboram uma rotina de comandos por meio de um software de computador, que controla o robô por sinal de rádio”, explica.

Os robôs construídos durante o evento realizaram uma competição em que cada um deveria coletar um tipo de lixo reciclável e levá-lo ao seu depósito. Entre os ganhadores estava Francisco Caramaschi Degelo, aluno de Sorocaba. Outra atividade foi o desenvolvimento de projetos robóticos em ambientes virtuais, como o Microsoft Robotics Studio (RS) e o Unreal Tournament.

Interação

Segundo Sérgio Amadeu, diretor de conteúdo do Campus Party no Brasil, a reunião das diferentes comunidades em um único espaço teve como objetivo criar novas possibilidades e desenvolver novas tecnologias. “Por exemplo, foi estimulada a possibilidade de a robótica usar o software livre, que é um modelo de desenvolvimento e uso de softwares baseado no compartilhamento do código fonte”, exemplifica. “Então, quando um software é embarcado dentro de uma máquina e tem o código fonte aberto, a manipulação é mais fácil e melhor.”

Aluno de Sorocaba, Kauê Cruz Silva integrou o grupo que ganhou a competição de programação em RS. Ele destaca a experiência que teve em atividades como a programação de robôs em software livre e o curso de inteligência artificial para jogos. “Além de atividades em áreas diferentes das nossas, pudemos fazer contatos com empresas e tecnologias que não são fáceis de se conseguir”, fala.

Para auxiliar no atendimento à imprensa, a organização contou com 60 voluntários. Entre eles, estavam as estudantes de Relações Públicas Ana Carolina Bacelar, Ana Elisa Pereira de Almeida e Herika Miralha do Nascimento, da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (Faac), câmpus de Bauru. “Foi uma oportunidade de desempenharmos nossa profissão em um evento de grande porte”, salienta Ana Elisa.

Daniel Patire e Igor Zolnerkevic

 
  ACI