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Congresso
Encontro debate violência
Mais de 500 docentes e alunos participaram de evento,
que apresentou 350 projetos em diversas áreas
As diferentes formas
de violência na sociedade brasileira e o papel
da universidade pública para reverter o quadro
atual foram debatidos no IV Congresso de Extensão
Universitária da UNESP, realizado em Águas
de Lindóia, de 16 a 18 de outubro. Organizado
pela Pró-reitoria de Extensão Universitária
(Proex), o encontro teve como tema Violência:
educação, desigualdade e direitos humanos
por uma cultura de paz. O evento reuniu
especialistas de várias instituições,
dirigentes da UNESP e cerca de 500 professores orientadores
e alunos participantes de projetos de extensão.
A violência se expressa hoje não
só na agressão física. Preconceito,
desigualdade socioeconômica e exclusão
são formas de violência social, comentou
a pró-reitora de Extensão Maria Amélia
Máximo de Araújo, durante o encontro.
Na conferência de abertura, a delegada Luciane
Cristina de Souza, do Departamento de Inteligência
da Polícia Civil do Estado de São Paulo,
enfatizou a necessidade de interação dos
setores sociais para a prática de uma cultura
de paz e salientou a importância da mídia
no processo. A notícia de atos violentos
é espetacularizada, dada com sensacionalismo.
Isso gera na população uma grande sensação
de insegurança, disse.
Na cerimônia de abertura, o vice-reitor Herman
Jacobus Cornelis Voorwald e o diretor-vice-presidente
da Fundação para o Desenvolvimento da
UNESP (Fundunesp) José Luz Silveira anunciaram
o Programa de Fomento à Extensão, que
destinará um total de R$ 750 mil até 2008
para projetos da área. Esses recursos são
um reconhecimento do crescimento das atividades extensionistas
na Universidade nos últimos anos, comentou
Voorwald.
Projetos e prêmios
O congresso envolveu 4 mesas-redondas, 7 minicursos
e a apresentação dos trabalhos. Ao todo,
foram apresentados 350 projetos, dos quais 9 tiveram
exposição oral e foram divididos nas três
grandes áreas Biológicas, Exatas
e Humanas , enquanto 341 foram expostos em painéis
e separados em 11 áreas temáticas, tendo
sido selecionados num universo de 572 inscritos. Para
fazer a seleção, a Comissão Científica
do evento utilizou critérios como o impacto na
comunidade, articulação ao ensino e à
pesquisa e apresentação formal.
Ao todo, 14 projetos foram premiados, sendo que cada
um deles recebeu o valor de R$ 1 mil, oferecidos pelo
Banco Santander. No grupo das exposições
orais, a estudante Monique Medeiros, da Faculdade de
Ciências Agronômicas (FCA), câmpus
de Botucatu, foi a vencedora na área de Exatas,
com um trabalho de ensino de técnicas agroecológicas
para agricultores familiares no Vale do Ribeira. Tivemos
a oportunidade de mostrar o impacto do projeto na vida
das comunidades e na nossa formação,
comentou a aluna.
Entre os professores que participaram do congresso
estava a antropóloga Sueli Aparecida Itman Monteiro,
da Faculdade de Ciências e Letras (FCL), câmpus
de Araraquara. Além de ter ministrado o minicurso
Violência, grupos de adolescentes e instituição
escolar, ela foi a orientadora de um dos projetos
expostos em painéis. A participação
no congresso permite uma troca muito intensa,
afirmou. Ao vermos a empolgação
dos estudantes apresentando seus projetos, nos animamos
a continuar com o trabalho.
Nos intervalos das atividades, alunos de Artes Cênicas
e Música do Instituto de Artes, câmpus
de São Paulo, fizeram apresentações
para os presentes. Para Maria Amélia, é
significativo que dois terços dos trabalhos do
congresso tenham se concentrado nas áreas de
educação e saúde. Os projetos
apontam a direção que devemos seguir para
estimular uma cultura de paz, avalia
Para conhecer os trabalhos apresentados e premiados
no evento, acesse: http://www.unesp.br/proex/congressos/4congresso/4congresso.php
| Especialistas
debatem soluções para situação
social |
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O desafio da violência e a
busca de soluções para combatê-la
foram o eixo de quatro mesas-redondas do
congresso, que reuniram vários especialistas.
O filósofo Clodoaldo Meneguello Cardoso,
da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação
(Faac), câmpus de Bauru, destacou
a intolerância como causa do problema.
A violência ocorre ao reduzir-se
o sujeito a objeto. Dessa forma, o indivíduo
enxerga o outro não mais como um
sujeito dotado de autonomia e de direitos,
e sim como uma coisa, explica.
O professor participou da mesa-redonda
com o secretário-adjunto de Justiça
e Defesa da Cidadania do Estado de São
Paulo Izaias José de Santana. O respeito
às diversidades, para Santana, deveria
ser o principal foco de políticas
públicas. As políticas
de caráter universal mantêm
as diferenças entre os grupos. O
Estado deve ter um olhar atento a esses
grupos e minorias, assinalou.
Já o trabalho na formação
dos policiais como forma de evitar ações
violentas foi destacado pelo coronel da
Polícia Militar do Estado Raugeston
Benedito Bizarria Dias.
Também considero importante
uma interação de nossa corporação
com as universidades, disse.
Outra proposta ressaltada foi a maior atuação
dos pesquisadores da universidade na formulação
de políticas públicas. Como
exemplo dessa alternativa, Suely Andruccioly
Felix, da Faculdade de Filosofia e Ciências
(FFC), câmpus de Marília, expôs
a experiência do Grupo de Pesquisa
e de Gestão Urbana de Trabalho Organizado
(Guto). Parceria entre universidade, poder
público e sociedade civil, o Guto
desenvolve pesquisas sobre segurança
pública, violência e cidadania
e acesso à justiça, em Marília.
Já Margarita Rosa Gavidia, da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul, falou da experiência
da política de segurança em
Bogotá (Colômbia).
O professor Augusto Caccia Bava Júnior,
da Faculdade de Ciências e Letras
(FCL), câmpus de Araraquara, abordou
o projeto de extensão e pesquisa
que coordena, voltado para meninas e adolescentes
carentes da região. Entre outras
iniciativas, prestamos esclarecimentos sobre
temas como menstruação e lutamos
para que haja distribuição
gratuita de absorventes nas escolas públicas,
acentuou. As análises e propostas
expostas nas quatro mesas-redondas serão
publicadas num documento a ser encaminhado
para entidades governamentais e da sociedade
civil.
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| UNATI
realiza palestra e atividades |
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Universidade Aberta à Terceira
Idade (Unati) realizou o V Seminário
juntamente com o Congresso de Extensão,
em Águas de Lindóia. Participante
do evento, o professor José Luiz
Riani Costa, do Instituto de Biociências
(IB), câmpus de Rio Claro, e secretário
de Gestão Estratégica e Participativa
do Ministério da Saúde, mostrou
um quadro evolutivo da legislação
e das políticas públicas voltadas
para o bem-estar do idoso. Já a professora
Maria Alves de Toledo Bruns, da USP-Ribeirão
Preto, fez uma palestra sobre o processo
de envelhecimento humano.
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Daniel Patire
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