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Iniciação científica
Evento reúne quase 2.500 trabalhos
Um dos maiores do País em trabalhos apresentados,
Congresso teve 206 pesquisas a mais que em 2006
O Congresso de Iniciação
Científica (CIC), da UNESP chegou à sua
19a edição consolidando-se como um dos
maiores do País na sua área em volume
de trabalhos apresentados. Organizado pela Pró-reitoria
de Pesquisa (Prope), o encontro somou 2.498 pesquisas.
De 22 a 26 de outubro, os câmpus de Botucatu,
Presidente Prudente, Ilha Solteira e Araraquara foram
sedes do evento, reunindo respectivamente estudos de
Ciências da Vida (que registrou 532 trabalhos),
Exatas (663), Agrárias (349) e Humanas (954).
O objetivo do congresso é integrar as
diferentes unidades, divulgando os temas estudados,
as metodologias e os resultados, argumentou o
pró-reitor de Pesquisa, professor José
Arana Varela.
Os três melhores estudos de cada área receberam
um prêmio em dinheiro no valor de R$ 500,00 e
duas viagens. A primeira será para a reunião
anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso
da Ciência), em julho de 2008, em Campinas. A
outra, para a XVI Jornada de Jovens Pesquisadores da
Associação das AUGM (Universidades do
Grupo Montevidéu), em 2008, em Santiago, no Chile.
O primeiro colocado de cada grande área pode
ganhar, ainda, viagem de uma semana para conhecer universidades
de Portugal, assim que o intercâmbio entre a UNESP
e duas instituições daquele país
for efetivado. Outras 7 pesquisas em agrárias
e 10 nos demais segmentos obtiveram menções
honrosas.
Produção de conhecimento
Os trabalhos selecionados são avaliados por
professores e devem seguir as normas do congresso. Para
a definição dos melhores estudos, há
uma reavaliação feita por outros docentes
e também por pós-graduandos uma
inovação adotada este ano. A integração
com os alunos de mestrado e doutorado pode ajudar a
identificar novos recursos humanos para a pesquisa,
afirma o professor Erivaldo Antônio da Silva,
coordenador do Pibic (Programa Institucional de Bolsas
de Iniciação Científica).
Na avaliação final, também é
levada em conta a apresentação do trabalho.
Estamos estudando a possibilidade de também
premiar os melhores pôsteres e apresentações
nos próximos congressos, afirma o coordenador.
Isso valorizará uma parte importante da
pesquisa, que é a sua divulgação.
Iniciação científica (IC) é
a pesquisa realizada durante a graduação.
Ela pode ser desenvolvida desde o início do curso
e deve ser orientada por um docente. O aluno envolvido
pode ser bolsista ou não de IC. A Iniciação
Científica ajuda a preparar melhor o aluno não
só para a pesquisa, mas também para a
carreira profissional que escolheu, declarou o
reitor Marcos Macari na abertura do congresso da área
de Biológicas em Botucatu. Temos a meta
de dobrar nossos números em iniciação
científica nos próximos anos, afirmou
o vice-reitor Herman Voorwald no primeiro dia do evento
em Presidente Prudente.
Apresentações diferentes
As apresentações das pesquisas em Ciências
Agrárias, Biológicas e Exatas são
feitas com a utilização de pôsteres
fixados em locais reservados. O autor fica ao lado do
cartaz por uma hora e, depois, circula por meia hora
para conhecer outros estudos. Isso é bom,
porque nós podemos ter contato com pesquisas
de outras unidades, afirma Maicon Henrique Cunha,
estudante do 2o ano de Matemática, câmpus
de Rio Claro.
Nas Ciências Humanas, é diferente: cada
sala recebe cerca de oito pesquisadores, que falam sobre
seus trabalhos por 10 minutos, com 5 minutos para debate.
O mediador das apresentações é
um professor da mesma área dos estudos.
O lazer dos participantes nos vários câmpus
foi garantido por festas, como a CIC e RG,
promovida por uma república de estudantes de
Presidente Prudente. Em Ilha Solteira, alunos se reuniram
para conhecer as praias do Rio Paraná. Apesar
da forte chuva, em Botucatu também aconteceram
festas, e a organização do congresso distribuiu
preservativos entre os jovens. Em Araraquara, um show
no centro da cidade coincidiu com o encerramento do
evento, atraindo muitos congressistas.
| Alguns
dos estudos desenvolvidos pelos estudantes |
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Formado em julho em Fisioterapia
pelo câmpus de Marília, Carlos
Alexandre Haemmerle analisou a ação
do laser no combate à neuropatia
diabética em ratos. Segundo ele,
o laser tem uma ação benéfica
no combate aos radicais livres, os causadores
do mal. A doença é uma
complicação comum em diabéticos
e pode levar à amputação
dos membros inferiores, explicou.
Leandro Tosta, do 4º ano de Ciências
Sociais, câmpus de Marília,
entrevistou moradores de rua daquela cidade
e fez um levantamento de dados sobre suas
condições socioculturais e
econômicas. A administração
pública quer dar a impressão
de que não há mendigos no
município, chegando a expulsá-los
em alguns casos, criticou.
As fissuras presentes na madeira foram
o tema de estudo de Marcel Yuzo Kondo, do
3º ano de Engenharia Industrial Madeireira,
câmpus de Itapeva. Observando
a inclinação das ranhuras,
pode-se determinar o melhor uso para cada
tipo de madeira, comentou Kondo, que
veio de Angola para estudar na UNESP.
Aluna do 4º ano de Geografia do câmpus
de Presidente Prudente, Andrérika
Vieira Lima Silva avaliou o impacto climático
em plantações nas divisas
entre São Paulo, Minas Gerais e Paraná.
As culturas mais afetadas por geadas
são o café e o trigo,
enfatizou. Já a falta de água
prejudica os milharais.
Bruna Gomes Rossin, colega de sala de Andrérika,
investigou se as estiagens em São
Paulo poderiam afetar a expansão
canavieira. O resultado mostra que
a escassez de chuva verificada no Estado
não afeta a cana, esclareceu.
Nas etapas de cultivo em que ela precisa
de água, chove.
As técnicas atuais de motivação
profissional foram o tema de Rodrigo Moreira
Vieira, do 4º ano de Ciências
Sociais, câmpus de Marília.
Houve uma transformação
no significado do trabalho, que hoje é
propagado como fonte de prazer e realização,
além de ser visto como dádiva
divina, assinalou.
Elen Poliani da Silva Arlindo, do 4º
ano de Física, câmpus de Ilha
Solteira, desenvolveu blendas de borracha
natural e colágeno. Blenda
é a mistura de substâncias
diferentes sem que haja reação
entre elas, descreveu. É
o que ocorre entre a borracha da seringueira
e o colágeno, que formam uma massa
menos mole que borracha pura e menos quebradiça
que colágeno, o que pode ser de grande
utilidade para a indústria.
Dayane Aparecida Oliveira Silva e Marylaine
Rebeca Duarte da Silva, do 4º ano de
Física, câmpus de Presidente
Prudente, propuseram o ensino de Física
com base na demonstração do
funcionamento de equipamentos eletroeletrônicos
do dia-a-dia dos jovens. Os alunos
se interessam pela disciplina vendo sua
aplicação prática no
funcionamento de um motor ou de um celular,
por exemplo, relataram.
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Cinthia Leone,
bolsista Fapesp
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