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Neste mês,
o Brasil promove um congresso internacional de
críticos de arte, num momento em que a
área sofre com uma crise provocada principalmente
pela perda de espaço nos meios de comunicação.
A mídia cada vez mais encara as criações
artísticas como entretenimento, reduzindo
o espaço de reflexão sobre o diálogo
que as produções visuais, musicais,
teatrais e de expressão corporal estabelecem
com a cultura e a sociedade. Esse vácuo
de opinião e análise abre espaço
para fenômenos como os modismos artísticos,
incentivados por interesses de mercado ou por
objetivos propagandísticos de patrocinadores
de eventos. Os autores dos textos desta edição
analisam essas e outras questões, como
a importância das curadorias de exposições
e propostas para que a crítica garanta
uma relação íntegra e fecunda
com artistas e público.
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