Educação Física
Apoio ao atletismo na rede pública
Aulas e material didático levam jovens e crianças
a conhecer melhor essa modalidade esportiva
O interesse dos alunos
da rede pública de Rio Claro pelo atletismo vem
sendo estimulado por uma iniciativa organizada pela
docente Sara Quenzer Matthiesen, do câmpus local
da UNESP. O projeto, denominado Atletismo se aprende
na escola, está sendo realizado com alunos
da 8.ª série da Escola Estadual Odilon Corrêa.
Por meio das aulas de Educação Física,
as crianças têm acesso a dados da história
do esporte e começam a fazer movimentos físicos
que, por diversas razões, deixaram de ser propostos,
esclarece Sara. Com essa forma de ensino, notamos
o progresso na execução das tarefas.
A iniciativa é desenvolvida pelo Grupo de Estudos
Pedagógicos e Pesquisa em Atletismo (Geppa),
coordenado por Sara, professora do Departamento de Educação
Física do Instituto de Biociências (IB),
com a colaboração de estudantes de graduação
e pós-graduação dessa Unidade.
Com apoio da Pró-Reitoria de Graduação
(Prograd), o projeto integra, desde 2003, o Núcleo
de Ensino local.
Entre as atividades já desenvolvidas, foi elaborado
um caderno didático com ilustrações
referentes à história do atletismo, com
exemplos de provas e imagens históricas. Além
disso, os graduandos produzem artigos de divulgação
e trabalhos de conclusão de curso, que podem
subsidiar os professores de Educação Física.
Além da produção do material,
são organizadas oficinas pedagógicas com
esses profissionais, para estimular o ensino do atletismo.
As ações do Geppa somam-se a dois projetos
do programa de extensão universitária
da Unidade, cujo intuito é difundir essa modalidade
entre os mais jovens.
O primeiro, Atletismo para crianças e
jovens entre 10 e 16 anos, acontece desde 1999.
Por meio de jogos pré-desportivos e desenvolvimento
de habilidades motoras, como correr, saltar, arremessar,
os estagiários ensinam o significado dessa atividade
para meninos e meninas.
O outro projeto, Visitas de escolas à
pista de atletismo, é uma parceria com
os professores da região. Com visitas programadas
à pista do IB, as crianças conhecem os
materiais oficiais das provas e o espaço em que
elas ocorrem.
Daniel Patire
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