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Junho/2007 – Ano XXI – nº 223    [Voltar]
 
:: GERAL ::
Relações Externas
Canadá propõe convênio na área socioambiental
Especialistas conheceram algumas iniciativas da UNESP que relacionam preocupação ecológica e colaboração com setores excluídos

Na última semana de abril, dois pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, visitaram a Reitoria e diversas unidades da UNESP. O canadense Roger Hansell e o indiano Biswajit Ganguly vieram conhecer projetos, além de estudar a possibilidade de convênios entre as duas instituições. Ambos são diretores do Instituto de Paz no Meio Ambiente (Noble Institution for Environmental Peace – Niep), que
realiza pesquisas para obter equilíbrio entre os aspectos humanos e ecológicos da questão ambiental.

O Niep já estabeleceu convênios com instituições de EUA, Índia, China, Tailândia, Afeganistão, Venezuela, Colômbia, Rússia, Ucrânia, Alemanha, Áustria e Inglaterra. No Brasil, os pesquisadores entraram em contato com a UNESP, por meio da docente Éster Rojas, da Faculdade de Ciências e Letras (FCL), câmpus de Assis.

Com apoio da assessora-chefe da Assessoria de Relações Externas (Arex), Elisabeth Urbinati, Hansell e Ganguly conheceram pesquisas da Universidade na área ambiental. No câmpus de Ourinhos, por exemplo, visitaram uma cooperativa de catadores de material reciclável, criada por alguns docentes.

Busca de integração

“O conceito da paz ambiental foi criado com base em várias pesquisas que relacionam o aumento da violência urbana em cidades e regiões que apresentam crescente deterioração ecológica”, diz Hansell. “A idéia é integrar pesquisadores de várias partes do mundo, cujos projetos contribuam com a preservação ambiental e, conseqüentemente, promovam a paz”, completa Ganguly.

Em reunião com o pró-reitor de Pesquisa, José Arana Varela, eles solicitaram a indicação de um grupo interdisciplinar, para participar de workshops a serem promovidos em vários países este ano. “A intenção é promover maior entendimento de questões como aquecimento global e biodiversidade, por meio de cursos relacionados ao planejamento e desenvolvimento de novas tecnologias que podem prevenir desastres ecológicos”, diz Ganguly.

Julio Zanella


 
  ACI