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Biologia Ambiental
Sistema imunólogico
de cágados indica poluição de rio
Animais que vivem em área afetada têm maior
número de células de defesa
A poluição
das águas do córrego Felicidade, que atravessa
São José do Rio Preto, pode ser verificada
na constituição celular dos cágados-de-barbelas
(Phrynops geoffroanus). A conclusão é
de uma pesquisa do Programa de Pós-graduação
em Biologia Animal do Instituto de Biociências,
Letras e Ciências Exatas (Ibilce), que estuda
os efeitos dos baixos índices de oxigênio,
alta carga de esgoto doméstico e resíduos
químicos do córrego sobre esses animais.
Os resultados mostram que mesmo animais extremamente
resistentes à poluição como os
cágados estão sofrendo alterações
importantes nos seus componentes sangüíneos,
diz Carlos Zago, autor do estudo de mestrado. Em análises
comparativas com 20 animais de cativeiro, os 16 cágados
fêmeas e machos que habitam o córrego apresentaram
números superiores de cinco tipos de células
de defesa (leucócitos) que atacam vírus,
bactérias e fungos, além de participar
na coagulação sangüínea.
Os dados e características das células
mostram reações contra vírus, fungos
e bactérias, avalia Zago, que foi orientado
pelo docente Classius de Oliveira. Essas células
envolvem os invasores para destruí-los e acabam
apresentando grânulos (pequenas saliências)
que auxiliam a identificação de cada tipo
celular e sua ação, complementa
a bióloga Claudia Regina Bonini Domingos, que,
com o professor Sebastião Roberto Taboga, colabora
com o estudo.
Na próxima etapa, a pesquisa avaliará
se há alterações em nível
genético e citogenético, analisando a
quebra de cromossomos e possíveis modificações
no DNA desses animais.
Julio Zanella
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