UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA
"JÚLIO DE MESQUITA FILHO"
Reitoria
 
     
 
Jornal UNESP :::
Janeiro-Fevereiro/2007 – Ano XX – nº 219    [Voltar]
 
:: GERAL ::

Ouvidor
Memória e identidade
José Ribeiro Junior

O ano de 2006 foi marcado por inúmeros eventos pelo trigésimo aniversário da UNESP. Em princípios do ano, a comemoração parecia tímida, ainda mais pelo enfrentamento de situação financeira nada favorável. Entretanto, ao fazer um balanço, constatam-se algumas dezenas de eventos científicos, sessões solenes e festivas, seminários e encontros nacionais e internacionais, ocorridos nas 23 cidades integrantes da nossa “universidade de todo o Estado de São Paulo”. Essa gama de atividades não foi surpresa, dadas as características desta Universidade. As atividades na Reitoria, congregando os órgãos colegiados com suas representações dos três segmentos e, por diversas vezes, com autoridades convidadas, não foram o centro das comemorações. A descentralização foi predominante.

Tivemos a oportunidade de constatar, na prática, o conceito do reitor Marcos Macari – que se desdobrou para prestigiar pessoalmente os eventos – sobre o caráter federativo da UNESP. A forma comemorativa demonstra a personalidade dos campi integrados no espírito de comando do corpo reitoral, que ofereceu apoio, prestigiando o aniversário festivo. Temos o que festejar? Cremos ser unânime a resposta afirmativa.

A hoje forte estrutura Reitoria/Unidades tem uma história de construção solidária em várias décadas que transcende os 30 anos assinalados. A consciência desse passado leva-nos a conhecer o presente da comunidade unespiana e vislumbrar o seu futuro. Daí a importância do livro UNESP 30 anos; memória e perspectivas – elaborado pela admirável equipe do Centro de Documentação e Memória (Cedem), organizado pela professora Anna Maria Martinez Corrêa, exemplo maiúsculo de dedicação universitária, publicado pela Fundação Editora da UNESP/FEU.

O lançamento do livro, ao final do ano, foi o registro indelével da memória e da história desta instituição, coroando as programações realizadas. A publicação foi amplamente divulgada no número anterior deste jornal. Além do reitor atual, quatro ex-reitores participaram do evento. Foi bastante ilustrativa a síntese de cada ex-reitor, colocando com clareza a evolução dos antigos Institutos Isolados a partir da década de 1950, sua transformação em Universidade em 1976 e o seu processo evolutivo até o momento atual. O livro e os depoimentos permitem entender como a UNESP foi formando sua identidade, com fortes traços locais, mas com uma evolução que resultou num espírito comunitário de universitas.

Enquanto antigo militante e observador atento da vida na Universidade, o ouvidor não poderia deixar de sublinhar esses fatos do processo de formação universitária e lições de cidadania. E destacar um ponto fundamental referente à participação de muitos unespianos anônimos, docentes, discentes e funcionários técnico-administrativos, sem os quais seria impossível valorizar a memória e a identidade, de arquitetura coletiva, da UNESP.

 


 
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