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[ n. 200/maio 2005 ]

Pág. 11

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:: GERAL ::
INFORMÁTICA
Segurança para redes do governo

Ibilce participa de projeto para impedir acesso não
autorizado a computadores de órgãos federais


Para evitar falhas que permitam o acesso não autorizado a suas redes de computadores durante operações de defesa e inteligência do País, o governo federal está promovendo o Projeto Linux Seguro, que realiza uma auditoria do código fonte desse sistema operacional. Quatro universidades brasileiras participam do projeto, entre elas a UNESP, por intermédio do Ibilce (Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas), campus de São José do Rio Preto.

A auditoria, inédita por ser um trabalho quase artesanal, permitirá conhecer o código fonte das aplicações que são usadas em áreas sensíveis do Estado. O código fonte é a linguagem computacional a partir da qual sistemas como o Linux são elaborados. “A idéia é que o governo brasileiro detenha todo o processo de conhecimento dos programas de computador que são críticos para as políticas de Estado no País”, esclarece o diretor do laboratório ACME! de Pesquisa em Segurança e orientador da equipe do Ibilce, Adriano Mauro Cansian.

Docente do Departamento de Ciências da Computação e Estatística do Ibilce, Cansian explica que o software livre – cuja adoção é oficialmente apoiada pelas autoridades federais – é disponível por meio de seu código fonte, com a permissão para uso, cópia e distribuição, seja na sua forma original ou com modificações, gratuitamente ou com custo. “O sistema de software livre mais utilizado é o GNU-Linux, lançado em 1991”, informa.

De acordo com Cansian, a quantidade de aplicações e hardware suportados pelo sistema Linux determinou sua escolha pelas autoridades federais. Outros sistemas de código aberto, porém, como a família BSD (FreeBSD/OpenBSD/NetBSD), poderão ter soluções de segurança aproveitadas no projeto.

O projeto também envolve a PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná), a UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) e a UnB (Universidade de Brasília). As instituições responsáveis pela concretização dessa iniciativa atendem a uma solicitação do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, por meio do ITI (Instituto Nacional de Tecnologia da Informação), com a Abin (Agência Brasileira de Inteligência).

O Projeto Linux Seguro, que foi iniciado entre 2002 e 2003 – período em que as equipes técnicas, constituídas por alunos, foram selecionadas e treinadas –, tem duração prevista até 2007, quando a verificação em todos os módulos do sistema operacional deverá estar concluída. O governo federal, para garantir proteção à tecnologia, manteve a execução do projeto em sigilo até o término de 2004. A página do Laboratório ACME! pode ser acessada no endereço www.acmesecurity.org

Lucia de Mello Barbosa Luca
Bolsista UNESP/Universia/Ibilce

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