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[ n. 200/maio 2005 ]

Pág. 05

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:: SAÚDE ::
MEDICINA I
Anticoncepcional aprovado

Testes feitos com 35 pacientes confirmam eficácia de adesivo

Médicos do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da FM (Faculdade de Medicina) da UNESP, campus de Botucatu, realizaram um estudo que atesta a eficiência do primeiro anticoncepcional em forma de adesivo. Produzida pelo laboratório americano Janssen-Cilag Farmacêutica, a novidade já teve sua venda aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), em fevereiro de 2003.

Embora a eficácia desse contraceptivo, de 99,4%, seja semelhante à das opções mais conhecidas, o ginecologista Rogério Dias, coordenador da pesquisa, ressalta que o produto possui vantagens como a facilidade de uso e menos efeitos colaterais que os provocados pelas pílulas tradicionais.

A explicação para o menor número de complicações do adesivo, segundo o docente da UNESP, seria a absorção na pele dos hormônios que atuam na contracepção. Eles caem, portanto, diretamente na corrente sanguínea, ou seja, não passam pelo estômago e o fígado, como ocorre na forma de drágeas. Com isso, a concentração do medicamento é constante no corpo, diferentemente das pílulas. “Os efeitos colaterais estão associados à quantidade de hormônios em cada produto e à combinação adequada do estrogênio com o progestógeno para bloquear a concepção”, acentua Dias.

Com tamanho de 20 cm2, o adesivo de cor bege deve ser aplicado uma vez por semana, preferencialmente na nádega, no braço, dorso ou abdômen. Sua utilização não é indicada para mulheres com peso acima de 90 kg, já que a sua eficácia, nesses casos, é menor.

Após acompanhar 35 pacientes que utilizaram o produto, Dias constatou um índice de satisfação de 97%. Duas das mulheres abandonaram o uso do adesivo devido a sangramento no meio do ciclo. Não houve reclamações de efeitos colaterais, como náusea, dor de cabeça e nas mamas. Participaram também do estudo Jorge e Eliana Nahas, docentes da disciplina de Ginecologia na FM.

Julio Zanella

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