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SANEAMENTO
II
Projeto paisagístico
Sistema em Bauru trata esgoto em
jardim botânico
O Jardim Botânico
de Bauru ficou mais limpo e, ao mesmo tempo, mais bonito. A mudança
foi o resultado de uma iniciativa de alunos e professores dos cursos
de Arquitetura, Engenharia Civil e Ciências do campus local
da UNESP, que planejaram um sistema alternativo de tratamento de
esgoto associado a um projeto paisagístico.
Denominado Alagados Construídos, o projeto há
vários anos vem sendo aprimorado pelo coordenador da equipe,
o engenheiro Eduardo Luiz Oliveira, docente da Faculdade de Arquitetura,
Artes e Comunicação (Faac). As grandes vantagens
dessa proposta são os baixos custos de implantação
e manutenção, ausência de odor e fácil
monitoramento, diz o pesquisador. Por isso, seu custo
pode chegar à metade de outros processos de tratamento de
esgoto, salienta.
O sistema envolve um brejo, com pedra e areia, de 60
m2 coberto por plantas aquáticas, e um lago raso de 100 m2,
impermeabilizados com manta asfáltica, com capacidade para
receber e tratar em média 3 mil litros por dia de esgoto
produzido por funcionários e visitantes do parque. A eficiência
na absorção dos dejetos orgânicos por esse sistema
chega a 90% e a água é reutilizada para irrigação,
criação de peixes e lavagem de calçadas.
No projeto paisagístico, desenvolvido pela arquiteta e também
docente da Faac Marta Enokibara, foi reservada uma área para
painéis temáticos, desenhados pelo aluno de Arquitetura
Fernando Arrivabene, permitindo a realização de atividades
de Educação Ambiental desenvolvidas no local.
Os recursos foram obtidos com empresas parceiras do Jardim Botânico.
Nós entramos com o projeto, a tecnologia e as instruções
de implantação, enquanto os funcionários do
Jardim Botânico ajudaram na sua construção,
ressaltou Enokibara. Foi muito bonito ver todo esse envolvimento,
resultado de um trabalho coletivo. Participa ainda do projeto
e do grupo a docente da Faac e bióloga Jandira Líria
Biscalquini Talamoni.
Julio
Zanella
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