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MEIO
AMBIENTE
Políticas públicas
Educação
ambiental é uma prioridade em qualquer programa que
busque o desenvolvimento sustentado. Com essa convicção,
a Faculdade de História, Direito e Serviço Social
(FHDSS) da UNESP, campus de Franca, a Faculdade de Ciências
Econômicas, Administrativas e Contábeis (Facef),
a Universidade de Franca (Unifran) e o Instituto de Desenvolvimento
Sustentável de Franca e Região da Bacia Hidrográfica
do Rio Sapucaí Mirim/Grande (Idesufran) se uniram para
a publicação deste livro, que reúne os
trabalhos apresentados, em 1999 e 2000, durante as reuniões
do I e o II Workshop sobre o Planejamento de Políticas
Públicas em Franca e Região: estruturação
da Agenda 21. A idéia básica foi a construção
de uma Agenda regional para o próximo século,
que viabilize a melhoria da qualidade de vida da população
por meio de um processo de desenvolvimento econômico
auto-sustentável, sem agressões ao meio ambiente.
A idéia é reorientar o sistema de ensino
no sentido do desenvolvimento sustentável. Isso significa,
por exemplo, valorizar o ensino interativo, que estimula o
raciocínio lógico, a criatividade, o conhecimento
de novas tecnologias e a agilidade no manuseio de equipamentos,
afirma o advogado Luiz Antonio Soares Hentz, docente da FHDSS.
Agenda 21 Sustentável: subsídios técnicos
para a construção da Agenda 21 do município
de Franca e região UNESP, Facef, Universidade
de Franca e Idesufran; 190 páginas. Informações:
(0xx16) 711-1856 ou publica@franca.unesp.br
COMEMORAÇÕES
Os
45 anos da FCL
Criada
em 1957, como Instituto Isolado de Ensino Superior do Estado
de São Paulo, com o nome de Faculdade de Filosofia,
Ciências e Letras de Araraquara, a atual Faculdade de
Ciências e Letras (FCL) da UNESP completa, em 2002,
45 anos de existência. Entre as diversas atividades
programadas para celebrar a efeméride, a direção
da instituição decidiu publicar uma obra que
retrata a história e a atual situação
da unidade. Para isso, foram reunidos depoimentos de professores
que trabalharam na instituição, como Jorge Nagle,
Francisco da Silva Borba e Dante Tringali. Também
foram inseridas informações sobre os cursos
de graduação e pós-graduação
oferecidos, além de dados sobre os grupos, centros,
núcleos e laboratórios de pesquisa da FCL,
diz Sylvia Telarolli, uma das organizadoras da obra. Ao
longo de 45 anos, a Faculdade construiu uma tradição
histórica e acadêmica. Docentes, funcionários
técnicos e administrativos e alunos formam essa rica
herança intelectual. A instituição busca
sempre estar vinculada aos grandes debates contemporâneos
e às aspirações e necessidades da sociedade,
acredita o diretor da FCL, José Antonio Segatto.
45
anos (1957-2002) Maria Célia Leonel, Nora
Nei dos Santos Ligabó e Sylvia Telarolli (organizadoras);
Faculdade de Ciências e Letras da UNESP, campus de Araraquara;
60 páginas. Informações: (0xx16) 232-0444,
ramal 115, (0xx16) 222-4066 e diretor@fclar.unesp.br
EDUCAÇÃO
Pela
infância
Poucos
universos são tão importantes e, ao mesmo tempo,
tão carentes de bibliografia específica no Brasil
como a história da criança. Para suprir essa
lacuna, a Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC) da
UNESP, campus de Marília, edita a Série Fontes,
que tem por objetivo a publicação de obras de
referência, como índices, inventários,
repertórios e bibliografias especializadas, que facilitam
o encontro entre os pesquisadores e o material documental.
Desse modo, torna-se possível estimular a produção
de pesquisas originais no âmbito da educação
e da cultura brasileiras, diz o diretor da Série,
Carlos Monarcha, da FFC. Neste volume, Irmã Rizzini
e Maria Teresa da Fonseca, fundadoras do atual Centro de Estudos
e Pesquisas sobre a Infância (Cespi), na Universidade
Santa Úrsula, no Rio de Janeiro, apresentam um total
de 268 estudos sobre a história da criança no
Brasil de 1800 a 2000. Elas verificam que, nos últimos
dez anos, houve uma significativa produção historiográfica
na área, sobretudo em centros de pesquisa, cuja temática
é a criança e o adolescente, e nos programas
de pós-graduação em História de
diversas faculdades, completa.
BIOLOGIA
Raio
X no formigueiro
erante
a inexistência de um texto abrangente sobre a biologia
e a anatomia das formigas em língua portuguesa, Flávio
Henrique Caetano, professor do Departamento de Biologia do
Instituto de Biociências (IB) da UNESP, campus de Rio
Claro, Klaus Jaffé, da Universidad Simón Bolívar,
Venezuela, e Fernando José Zara, doutorando na área
de Zoologia do IB, enfrentaram o desafio de produzir uma obra
que interesse tanto a leigos como a estudantes universitários
de graduação e pós-graduação
de várias áreas do conhecimento, como Ciências
Biológicas, Agronomia, Engenharia Florestal, Medicina
Veterinária e Zootecnia. A partir do trabalho
O mundo das formigas, de Jaffé, publicado em 1993,
publicamos uma obra inédita no Brasil, afirma
Caetano. O livro discorre sobre os diferentes grupos de formigas,
suas colônias, ninhos e ciclo de vida. É estudada
ainda a comunicação entre elas, assim como a
sua organização, alimentação,
propriedades de seu sistema nervoso, papel ecológico
e morfologia externa e interna. Também pesquisamos
como elas aparecem na arte, em fábulas de Esopo e La
Fontaine, textos de Monteiro Lobato e quadros de Dali,
diz o docente do IB.
Formigas: biologia e anatomia Flávio
Henrique Caetano, Klaus Jaffé e Fernando José
Zara; Gráfica e Editora Topázio; 132 páginas.
Informações: (0xx19) 526-4131, 534-3270, facetano@rc.unesp.br
ou www.formigaecia.hpg.com.br
LITERATURA
Escritos
soturnos
A
escritora Hilda Hilst, que recebeu, em setembro último,
o Prêmio Moinho Santista pelo conjunto de sua obra,
diz que a arte nasce do conflito entre a ordem que o indivíduo
deseja e a desordem que ele encontra no mundo. Parece ser
justamente esse o caso da presente coletânea de contos.
Eduardo Peters, historiador e mestre na área pela Faculdade
de Ciências e Letras da UNESP, campus de Assis, e o
biólogo Sidnei Olimpio, que exerce a função
de auxiliar acadêmico no Departamento de Zoologia e
Botânica do Instituto de Biociências, Letras e
Ciências Exatas (Ibilce) da UNESP e participante da
coletânea Leituras do Brasil, publicada pela Editora
Unesp, em 2000, em edição comemorativa aos 500
anos do Brasil, tratam, com sensibilidade, em narrativas curtas,
a solidão e a incomunicabilidade entre os homens no
mundo contemporâneo. Embora exista uma lúcida
crítica à apatia e ao fatalismo, os textos sempre
vislumbram um fio de esperança na capacidade humana
de reagir às adversidades. Os textos partem da
reflexão sobre o vazio existencial do homem, numa tentativa
de superação do real, tratando de temas como
a solidão urbana e as regras a que somos submetidos
na sociedade, afirma Olívio.
Mutações: 20 escritos soturnos
Eduardo Peters e Sidnei Olívio; Scortecci Editora;
90 páginas. Informações: (0xx11) 3032-1179
ou 6501; editora@scortecci.com.br,
www.scortecci.com.br,
www.asabeca.com.br
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