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ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO E IMPRENSA
N. 172 / Novembro-2002
   
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:: LIVROS ::

MEIO AMBIENTE
Políticas públicas

Educação ambiental é uma prioridade em qualquer programa que busque o desenvolvimento sustentado. Com essa convicção, a Faculdade de História, Direito e Serviço Social (FHDSS) da UNESP, campus de Franca, a Faculdade de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis (Facef), a Universidade de Franca (Unifran) e o Instituto de Desenvolvimento Sustentável de Franca e Região da Bacia Hidrográfica do Rio Sapucaí Mirim/Grande (Idesufran) se uniram para a publicação deste livro, que reúne os trabalhos apresentados, em 1999 e 2000, durante as reuniões do I e o II Workshop sobre o “Planejamento de Políticas Públicas em Franca e Região: estruturação da Agenda 21”. A idéia básica foi a construção de uma Agenda regional para o próximo século, que viabilize a melhoria da qualidade de vida da população por meio de um processo de desenvolvimento econômico auto-sustentável, sem agressões ao meio ambiente. “A idéia é reorientar o sistema de ensino no sentido do desenvolvimento sustentável. Isso significa, por exemplo, valorizar o ensino interativo, que estimula o raciocínio lógico, a criatividade, o conhecimento de novas tecnologias e a agilidade no manuseio de equipamentos”, afirma o advogado Luiz Antonio Soares Hentz, docente da FHDSS.
Agenda 21 Sustentável: subsídios técnicos para a construção da Agenda 21 do município de Franca e região – UNESP, Facef, Universidade de Franca e Idesufran; 190 páginas. Informações: (0xx16) 711-1856 ou publica@franca.unesp.br

COMEMORAÇÕES
Os 45 anos da FCL

Criada em 1957, como Instituto Isolado de Ensino Superior do Estado de São Paulo, com o nome de Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Araraquara, a atual Faculdade de Ciências e Letras (FCL) da UNESP completa, em 2002, 45 anos de existência. Entre as diversas atividades programadas para celebrar a efeméride, a direção da instituição decidiu publicar uma obra que retrata a história e a atual situação da unidade. Para isso, foram reunidos depoimentos de professores que trabalharam na instituição, como Jorge Nagle, Francisco da Silva Borba e Dante Tringali. “Também foram inseridas informações sobre os cursos de graduação e pós-graduação oferecidos, além de dados sobre os grupos, centros, núcleos e laboratórios de pesquisa da FCL”, diz Sylvia Telarolli, uma das organizadoras da obra. “Ao longo de 45 anos, a Faculdade construiu uma tradição histórica e acadêmica. Docentes, funcionários técnicos e administrativos e alunos formam essa rica herança intelectual. A instituição busca sempre estar vinculada aos grandes debates contemporâneos e às aspirações e necessidades da sociedade”, acredita o diretor da FCL, José Antonio Segatto.
45 anos (1957-2002) – Maria Célia Leonel, Nora Nei dos Santos Ligabó e Sylvia Telarolli (organizadoras); Faculdade de Ciências e Letras da UNESP, campus de Araraquara; 60 páginas. Informações: (0xx16) 232-0444, ramal 115, (0xx16) 222-4066 e diretor@fclar.unesp.br

EDUCAÇÃO
Pela infância

Poucos universos são tão importantes e, ao mesmo tempo, tão carentes de bibliografia específica no Brasil como a história da criança. Para suprir essa lacuna, a Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC) da UNESP, campus de Marília, edita a Série Fontes, que tem por objetivo a publicação de obras de referência, como índices, inventários, repertórios e bibliografias especializadas, que facilitam o encontro entre os pesquisadores e o material documental. “Desse modo, torna-se possível estimular a produção de pesquisas originais no âmbito da educação e da cultura brasileiras”, diz o diretor da Série, Carlos Monarcha, da FFC. Neste volume, Irmã Rizzini e Maria Teresa da Fonseca, fundadoras do atual Centro de Estudos e Pesquisas sobre a Infância (Cespi), na Universidade Santa Úrsula, no Rio de Janeiro, apresentam um total de 268 estudos sobre a história da criança no Brasil de 1800 a 2000. “Elas verificam que, nos últimos dez anos, houve uma significativa produção historiográfica na área, sobretudo em centros de pesquisa, cuja temática é a criança e o adolescente, e nos programas de pós-graduação em História de diversas faculdades”, completa.

BIOLOGIA
Raio X no formigueiro

erante a inexistência de um texto abrangente sobre a biologia e a anatomia das formigas em língua portuguesa, Flávio Henrique Caetano, professor do Departamento de Biologia do Instituto de Biociências (IB) da UNESP, campus de Rio Claro, Klaus Jaffé, da Universidad Simón Bolívar, Venezuela, e Fernando José Zara, doutorando na área de Zoologia do IB, enfrentaram o desafio de produzir uma obra que interesse tanto a leigos como a estudantes universitários de graduação e pós-graduação de várias áreas do conhecimento, como Ciências Biológicas, Agronomia, Engenharia Florestal, Medicina Veterinária e Zootecnia. “A partir do trabalho O mundo das formigas, de Jaffé, publicado em 1993, publicamos uma obra inédita no Brasil”, afirma Caetano. O livro discorre sobre os diferentes grupos de formigas, suas colônias, ninhos e ciclo de vida. É estudada ainda a comunicação entre elas, assim como a sua organização, alimentação, propriedades de seu sistema nervoso, papel ecológico e morfologia externa e interna. “Também pesquisamos como elas aparecem na arte, em fábulas de Esopo e La Fontaine, textos de Monteiro Lobato e quadros de Dali”, diz o docente do IB.
Formigas: biologia e anatomia – Flávio Henrique Caetano, Klaus Jaffé e Fernando José Zara; Gráfica e Editora Topázio; 132 páginas. Informações: (0xx19) 526-4131, 534-3270, facetano@rc.unesp.br ou www.formigaecia.hpg.com.br

 

LITERATURA
Escritos soturnos

A escritora Hilda Hilst, que recebeu, em setembro último, o Prêmio Moinho Santista pelo conjunto de sua obra, diz que a arte nasce do conflito entre a ordem que o indivíduo deseja e a desordem que ele encontra no mundo. Parece ser justamente esse o caso da presente coletânea de contos. Eduardo Peters, historiador e mestre na área pela Faculdade de Ciências e Letras da UNESP, campus de Assis, e o biólogo Sidnei Olimpio, que exerce a função de auxiliar acadêmico no Departamento de Zoologia e Botânica do Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (Ibilce) da UNESP e participante da coletânea Leituras do Brasil, publicada pela Editora Unesp, em 2000, em edição comemorativa aos 500 anos do Brasil, tratam, com sensibilidade, em narrativas curtas, a solidão e a incomunicabilidade entre os homens no mundo contemporâneo. Embora exista uma lúcida crítica à apatia e ao fatalismo, os textos sempre vislumbram um fio de esperança na capacidade humana de reagir às adversidades. “Os textos partem da reflexão sobre o vazio existencial do homem, numa tentativa de superação do real, tratando de temas como a solidão urbana e as regras a que somos submetidos na sociedade”, afirma Olívio.

Mutações: 20 escritos soturnos – Eduardo Peters e Sidnei Olívio; Scortecci Editora; 90 páginas. Informações: (0xx11) 3032-1179 ou 6501; editora@scortecci.com.br, www.scortecci.com.br, www.asabeca.com.br

 
 
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