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ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO E IMPRENSA
N. 171/ Outubro-2002
Pág. 06
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:: GERAL::

TOXICOLOGIA
Especialista em contaminações

Ceatox, em Botucatu, é referência em
análises de metais pesados e agrotóxicos

Prestar assistência toxicológica a pessoas ou animais contaminados por metais pesados ou agrotóxicos, desenvolver pesquisa básica e aplicada, além de participar da formação de recursos humanos na área de Toxicologia são as vocações do Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox), unidade auxiliar do Instituto de Biociências (IB) da UNESP, campus de Botucatu, que, em agosto último, lançou seu novo logotipo. “Realizamos, entre outras atividades, exames de trabalhadores, como pintores ou funcionários de indústrias de baterias, expostos à intoxicação por metais pesados, como chumbo, e lavradores, que têm contato com substâncias tóxicas, como pesticidas”, afirma a bióloga Wilma De Grava Kempinas, supervisora do Centro. “Esse tipo de intoxicação pode levar a sérios problemas do sistema nervoso central e do aparelho reprodutor, entre outros.”
O Centro, que funciona numa área de 400 m2, que inclui cinco laboratórios e uma área de experimentação animal, conta, entre seus funcionários, com profissionais como farmacêuticos-bioquímicos, químico, pesquisador e auxiliares acadêmicos. Além destes servidores, contratados pela UNESP, mantém, com verbas próprias, profissionais da área médica, clínico geral, psiquiatra, psicóloga e auxiliar de enfermagem. Suas origens estão no início da década de 1970, com as primeiras iniciativas de estimular o desenvolvimento da área de Toxicologia no campus da UNESP, em Botucatu, mas foi em 1983, graças a um convênio com a Secretaria Estadual de Saúde, que ele passou a integrar o grupo que constitui o Centro de Informações Toxicológicas do Estado de São Paulo. Dez anos depois, adquiriu o atual status de unidade auxiliar. “Temos hoje dois setores técnicos: o de Assistência Toxicológica (Ambulatório de Toxicologia e Liga Acadêmica de Toxicologia, com um plantão telefônico 24 horas) e Análise Toxicológica”, diz Wilma.
A Assistência Toxicológica inclui um Ambulatório de Toxicologia e a Liga Acadêmica de Toxicologia. No Ambulatório, cujo objetivo é o diagnóstico e a terapêutica de intoxicações, são atendidos usuários com casos crônicos. Ele funciona, para agendamento e consultas, de segunda a sexta, das 8h às 12h, e das 14h às 18h. “Realizamos, mensalmente, 90 consultas, 200 coletas de sangue e 580 análises mensais”, contabiliza a responsável pelo setor técnico de Assistência Toxicológica, a farmacêutica-bioquímica Denise Zuccari Bissacot.
A Liga Acadêmica mantém um serviço de atendimento telefônico 24 horas, prestado por seis plantonistas, alunos da Faculdade de Medicina da UNESP, campus de Botucatu, que atende aproximadamente 60 telefonemas/mês que buscam informações tóxico-farmacológicas em casos de intoxicações humanas e veterinárias. “Para esses futuros médicos, essa prática é uma experiência única de atualização, que exige consulta contínua à bibliografia da área”, afirma Wilma.

O setor de Análise Toxicológica possui um Laboratório de Toxicologia, que recebe materiais suspeitos de contaminação química – como sangue humano, vísceras de animais ou sedimentos de rios – para serem estudados. “Contamos com equipamentos especializados de cromatografia em camada delgada, a gás e líquida, além de espectrofotometria de absorção atômica”, diz Wilma.
Na área da pesquisa, o biólogo Antonio Francisco Godinho, pesquisador do Centro, está envolvido em diversos trabalhos, como alterações de comportamento por exposição ao chumbo em ratos, alterações psiquiátricas devido a uso de anabolizantes e o estudo do perfil dos usuários de drogas na região de Botucatu. “A Toxicologia é uma área abrangente que permite uma ampla gama de pesquisas”, afirma. O Ceatox, que mantém convênios com prefeituras municipais, empresas e usinas, principalmente para realização de análises toxicológicas, oferece ainda Curso de Especialização Lato Sensu em Toxicologia e cursos de extensão em Toxicologia Aplicada e Prevenção ao Uso e Abuso de Drogas. Informações: (0xx14) 6821-3048, ceatox@ibb.unesp.br ou www.ibb. unesp.br/unidadesaux/ceatox
Oscar D’Ambrosio

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MEDICINA VETERINÁRIA
Menor trauma, maior eficiência

Jaboticabal utiliza moderna técnica cirúrgica em cães

O Hospital Veterinário de Jaboticabal oferece serviço oftalmológico de ponta para pequenos e grandes animais da região oeste de São Paulo e de outros Estados, como Bahia e Minas Gerais. Os procedimentos ligados à cirurgia de catarata, realizada principalmente em cães, exemplificam o elevado nível desse atendimento. Mais uma prova disso é que, em outubro, o médico veterinário José Luis Laus, da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV) da UNESP, campus de Jaboticabal, apresenta dois trabalhos sobre cirurgia de catarata no fórum de oftamologia do 27o Congresso Mundial de Animais de Pequeno Porte, em Granada, na Espanha. “Realizamos tanto cirurgias de catarata pelo método convencional – a facectomia extracapsular – quanto pela moderna técnica da facoemulsificação, menos traumática e, em alguns casos, mais eficaz que a primeira”, afirma.
A catarata, doença que atinge homens e animais, ocorre quando a lente do olho, o cristalino, apresenta algum grau de opacidade. Suas causas podem estar ligadas a fatores hereditários ou a doenças inflamatórias, à idade avançada ou a traumas. A indicação de cirurgia é cogitada quando a mancha opaca – que pode levar à cegueira – prejudica a visão. “Pela facectomia extracapsular, método cirúrgico tradicional, o cristalino é retirado por inteiro antes de ser substituído por uma lente artificial. Nesse caso, como a incisão na córnea é ampla (corte de 180°), o trauma é grande”, explica Laus. “Já na facoemulsificação, basta uma perfuração de 3 milímetros para que o cristalino seja fragmentado e aspirado. Além disso, na facoemulsificação, o tempo de cirurgia cai pela metade e a recuperação do paciente é mais rápida”, enumera o médico veterinário.
O hospital de Jaboticabal adotou esse método de cirurgia em 2001, depois da compra, com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), de dois equipamentos fundamentais: o facoemulsificador e a máquina de eletrorretinografia. “Somos a única instituição pública de ensino da América Latina a fazer o exame de eletrorretinografia, importante para verificar se a facoemulsificação deve ou não ser feita”, explica Laus.
Como a técnica cirúrgica exige ampla assimilação do cirurgião, antes de implantar o serviço em Jaboticabal, Laus treinou diariamente por um ano, durante estágio na Inglaterra. Introduzida na década de 1960 na oftalmologia voltada aos seres humanos, a facoemulsificação só foi estendida aos cães no começo dos anos 1990. “A demora ocorreu porque os facoemulsificadores fabricados até então mostraram-se incompatíveis para fragmentar o cristalino canino, que é mais duro que o de uma pessoa”, explica Laus.
Lara Lima

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ACI - Assessoria de Comunicação e Imprensa