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Empossado
reitor da UNESP em 16 de janeiro último, José Jornal da UNESP - Qual a avaliação que o senhor faz dos primeiros José Carlos Souza Trindade - O primeiro aspecto importante foi
o orçamentário. O orçamento aprovado pelo Conselho Universitário (CO)
JU - Além dessa questão, houve outros problemas? Trindade - Em abril, o Tribunal de Justiça aceitou como válida
uma declaração de inconstitucionalidade do Estatuto dos Docentes da UNESP, JU - As coordenadorias por áreas de conhecimento foram um dos principais pontos de seu plano de gestão. Elas já estão sendo implantadas? Trindade - Criada a partir de 15 institutos isolados do Estado
de São Paulo, a UNESP não conseguiu ainda superar totalmente uma certa
falta de diálogo entre as unidades. Sob certos aspectos, ainda nos comportamos
mais como uma federação de escolas do que como uma universidade. Por isso,
considero as coordenadorias por área um dos pontos mais importantes da
minha gestão. Além de dez coordenadorias, que correspondem a dez áreas
de conhecimento, haverá coordenadorias para os colégios técnicos, para
as unidades complementares e para o meio ambiente. O objetivo é estabelecer
um fórum permanente entre docentes que atuam na mesma área, otimizando
JU - Já é possível citar algum exemplo concreto da integração
entre Trindade - O intercâmbio, que já começou a ocorrer, entre a Faculdade
JU - Qual é a sua posição perante aqueles que pregam o fim do ensino gratuito público universitário? Trindade - Sou um defensor da universidade pública, gratuita e
com qualidade. Essa posição não pode ser apenas um discurso, mas deve
ser exercida na prática. Uma das preocupações da minha gestão é ampliar
a oferta de vagas em cursos já existentes e propor a criação de novos
cursos. Nesse sentido, o CO aprovou a criação do novo câmpus do Litoral
Paulista, em São Vicente, com os cursos de Biologia Marinha e Gerenciamento
Costeiro, graças à parceria com a prefeitura local. Aprovamos ainda mais
14 novos cursos, o que significa 500 novas vagas na Universidade, perfazendo
uma ampliação total de 530 vagas, ou seja, cerca de 10%. JU - Como o senhor avalia a relação da UNESP com a sociedade? Trindade - Por estar distribuída por, praticamente, todo o Estado de São Paulo, a relação da UNESP com a sociedade tem sido muito rica e frutífera. E, sempre que possível, esse diálogo deve ser fomentado, porque assim saberemos das reais aspirações da sociedade e teremos condições de dar um retorno a ela, oferecendo serviços, cursos de graduação, pós-graduação e especialização, em sintonia com aquilo que as comunidades necessitam. JU - A UNESP vem acompanhando a modernização tecnológica mundial? Trindade - Nesse ponto, é essencial lembrar o trabalho da Fundação
de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), que está investindo
JU - Como o senhor gostaria de ver a UNESP em janeiro de 2005, quando terminar o seu mandato? Trindade - Gostaria de ver o programa de coordenadorias totalmente
implantado e colhendo frutos. Acredito que a UNESP, que hoje é a |
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