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Editora
Sucesso reafirma sobrevivência do livro
Fundação Editora da
UNESP celebra
cinco anos com crescimento de 280%
Com um catálogo somando
338 títulos de mais de 330 autores, 200
deles nacionais, a Fundação Editora da UNESP (FEU), braço editorial
da Universidade, celebrou, em abril último, cinco anos de existência.
"Nesse período, publicamos quase 200% a mais do que nos oito anos anteriores,
e nossa receita cresceu aproximadamente 280%", contabiliza José Castilho
Marques Neto, diretor-presidente da instituição (veja quadro comparativo).
Castilho lembra que esses bons resultados foram obtidos justamente no
momento em que se instaurou uma onda de ceticismo quanto à sobrevivência
do livro como instrumento essencial para a difusão do conhecimento e da
universidade como geradora privilegiada desse saber. "Acredito, porém,
que o mundo nunca precisou tanto de livros, de leitura e de universidades
responsáveis", afirma.
O diretor-presidente acredita que dirigir uma editora universitária que
busca auto-sustentação econômica é tarefa fascinante e árdua. "Andamos
sempre no fio da navalha, entre a publicação acadêmica, legível apenas
aos seus pares, e o melhor texto universitário, que serve ao leitor dentro
e fora da universidade", diz. "Nosso desafio é publicar títulos que sejam,
ao mesmo tempo, da melhor qualidade e que possibilitem a nossa sobrevivência
financeira".
O sonho da UNESP de construir uma editora remonta a agosto de 1987,
com a criação da Diretoria de Publicações, dentro do Projeto Fundunesp
(Fundação para o Desenvolvimento da UNESP). Em seus 14 anos de existência
- se contabilizado o período antes da transformação em Fundação -, a Editora
UNESP já obteve a sua autonomia editorial, pela publicação de títulos
estritamente por mérito, e administrativa, com a transformação em fundação,
o que deu à casa a liberdade de planejar e gerenciar seus próprios negócios.
"O próximo passo é a autonomia financeira. Nossa dependência da UNESP,
nessa área, caiu, em cinco anos, de 72% para 47%",
contabiliza Castilho.
Novos
Autores
Ao longo de sua existência, as atividades da FEU cresceram muito. "Instalamos
uma livraria, em novembro de 1997, em São Paulo, junto
ao prédio da Reitoria, uma distribuidora de livros no Rio de Janeiro,
em
parceria com a Universidade de Brasília, e uma atividade formadora, a
Escola do Livro, em parceria com a Câmara Brasileira do Livro",
conta Castilho.
Sediada, desde fevereiro de 1999, no Palacete São Paulo, localizado na
Praça da Sé 108, centro de São Paulo, a FEU, além de livros, edita 19
revistas científicas e fomenta políticas de incentivo a novos autores
da UNESP, pelo Programa de Edição de Textos de Docentes e Pós-Graduados,
em convênio com a Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (Propp). Iniciada
em 1991, a ação já conta hoje com 70 títulos, dois deles vencedores do
Prêmio Jabuti. "Tudo isso é resultado de um projeto de traços fortemente
profissionais, com o objetivo de editar e publicar autores importantes,
novos ou consagrados", diz Castilho.
Dos 465 livros já publicados pela Editora UNESP desde 1986, O Horror
Econômico, de Viviane Forrester, é o campeão de vendas. Publicado
em 1997, já vendeu mais de 30 mil exemplares. Atualmente, uma das obras
com maior aceitação é Gramática de usos do português, de Maria
Helena de Moura Neves, da Faculdade de Ciências e Letras da UNESP, câmpus
de Araraquara. "Nosso sucesso também se deve a parceiros, como a Cambridge
University Press, que confiou na FEU quando esta mal surgia, e a Imprensa
Oficial do Estado de São Paulo", informa o diretor-presidente.
Castilho acumula, atualmente, as presidências da Associación de Editoriales
Universitárias de América Latina y el Caribe (Eulac) e da Associação Brasileira
das Editoras Universitárias (Abeu), além de ser diretor-adjunto da Associação
Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR). "Trata-se de
um esforço que tem como principal objetivo levar a FEU a participar de
importantes atividades de associações de fomento ao livro universitário",
conclui.
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