Resumo


Possui graduação (direção teatral), mestrado e Doutorado em Artes Cênicas, todos realizados na ECA-USP (Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo). É professor na cadeira Laboratório de Formas Animadas e Visualidades no Departamento de Artes Cênicas do Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho ? UNESP (São Paulo ? Brasil) onde foi coordenador do curso de Licenciatura em Arte-Teatro de 2008 a 2012. É professor do programa de pós-graduação em Artes, Área de Concentração: Artes Cênicas na mesma universidade orientando trabalhos de mestrado e doutorado. Suas pesquisas, mestrado e doutorado, tornaram-se referências no estudo sobre Tadeusz Kantor no Brasil. Atualmente desenvolve pesquisa na área da praxis teatral investigando as relações que ocorrem na interface do teatro com as artes visuais. Nesse contexto, o seu trabalho orienta-se na direção do estudo teórico/prático, daquilo que seriam os pressupostos essenciais da linguagem do Teatro Visual, uma disciplina do Teatro de Formas Animadas, que articula em cena, no mesmo nível de igualdade, marionetes, objetos, matérias diversas, além da presença do ator. Possui inúmeros artigos publicados na área do teatro, sobretudo na área do teatro de animação. Como diretor teatral dirigiu mais de 80 espetáculos em 30 anos de carreira. É Vice-Diretor do Instito de Artes da UNESP com mandato até 2020. (texto informado pelo autor)

Nome em citações bibliográficas: CINTRA, Wagner

Projetos

Projetos de pesquisa
2015 - Atual
Teatro Visual - Da matéria à forma

O Teatro Visual ainda é um território desconhecido, sobretudo no Brasil. Sua origem remonta aos anos oitentas do século passado em que alguns grupos de marionetistas perceberam ser insuficiente a designação de teatro de marionetes para o trabalho que realizavam. Naquele momento, a arte dramática estava em uma fase de composição aberta em que a comunicação verbal havia se enfraquecido e perdido a supremacia no universo da cena. Neste contexto, as concepções realistas e psicológicas de um teatro verbal eram insuficientes para que uma experiência estética se realizasse plenamente. O Teatro Visual é indissociável da arte pictórica e tem como princípio a utilização de toda matéria como substância criativa, incluindo a presença ativa do ator que é colocado em cena no mesmo nível dos demais elementos. Essa forma de expressão teatral é idiossincrática por estimular a subjetividade do espectador que reage com autonomia às imagens apresentadas. Por este caminho, o projeto propõe o desenvolvimento de uma pesquisa teórico-prática que a partir do manuseio de matérias plásticas diversas, buscará retirar de qualquer substância material, preferencialmente a mais simplória, o máximo de expressividade potencializando-a visualmente. Em tal contexto, a matéria bruta ao ser manipulada visualmente tornar-se-á a essência do jogo teatral. Para tanto, serão realizadas duas encenações: Paulicéia Desvairada, inspirada no poema homônimo de Mário de Andrade e Judas ? piedade para os ratos, (dramaturgia visual de Wagner Cintra). Os referidos espetáculos se constituirão como campo de aplicação das teorias por nós desenvolvidas no que se refere à elaboração de uma dramaturgia da visualidade, assim como o campo de potencialização da matéria por meio de jogos trabalhados pelo Teatro Didático da Unesp e da Cia. Talagadá de Formas Animadas.

Situação: Em Andamento
2012 - 2015
Estudos propedeuticos acerca do teatro visual

De uma maneira geral, o teatro visual é inspirado na arte pictural e está, de maneira insatisfatória, associada ao teatro de marionetes. Mais aceitável é expandir o conceito para teatro de formas animadas ou teatro da matéria. Mesmo esse conceito mostra-se insuficiente para dar conta de tal linguagem que tem como princípio a utilização de todo e qualquer elemento ou matéria como substância criativa. De tal modo, não somente marionetes e objetos inanimados diversos pertencem ao seu principio motor; o ser humano vivo também está inserido no mesmo universo criativo. Os primeiros grupos que começaram a trabalhar com essa linguagem nos anos oitentas eram grupos de teatro de bonecos, como é o caso, em Jerusalém, do The Train Theatre, dirigido por Hadas Ophrat, que irá, alguns anos mais tarde, perceber ser insuficiente a designação de marionetistas para o trabalho desenvolvido pelos seus artistas, propor o nome de Teatro Visual, concebido como uma mistura de artes plásticas e da performance. Nesse contexto, considerando quase que a inexistência de bibliografia específica sobre o assunto; a pesquisa pretende fazer um estudo propedêutico acerca das bases poéticas de uma linguagem teatral que ainda está no início do seu desenvolvimento, tendo como base a produção artística do Teatro Didático da UNESP que adotou, há alguns anos, o Teatro Visual como linguagem expressiva.

Situação: Em Andamento
2009 - 2012
O casulo de Ana Maria Amaral - uma viagem ao coração do inanimado

Ana Maria Amaral é a principal responsável pelo processo de amadurecimento e profissionalização do teatro de formas animadas no Brasil, terminologia criada por ela em meados dos anos 80. É de fundamental importância a sua luta para criar, no ensino superior, nos departamentos de artes cênica, sobretudo na USP, uma disciplina que lidasse com o inanimado. Luta que ainda não foi realmente vencida, tendo em vista todas as resistências e preconceitos que o assunto ainda provoca entre professores e alunos nas universidades. É importante salientar, que para Ana Maria Amaral, no curso da sua evolução artística, o teatro de formas animadas, ou o estudo do inanimado, não se limita ao boneco somente, noção muito comum no país antes do início do seu trabalho. No entardecer do século XX ficou claro que o ator, no sentido mais restrito da palavra, não era capaz de sobreviver e ao mesmo tempo transformar o teatro. Nesse sentido, as possibilidades do inanimado em cena, não mais como acessório, mas como elemento fundamental do diálogo cênico, abriram um vasto campo para a criação teatral, principalmente pela constante perspectiva de conluio com as artes plásticas - as possibilidades para a pesquisa se tornaram fascinantes. Ana Maria é uma desbravadora e a sua produção, artística e intelectual, dialoga com aquilo que existe de mais contemporâneo no teatro, nas diversas relações de existência cênica, entre o elemento humano e o inanimado, de Tadeusz Kantor a Robert Wilson e Lezsek Madzik. Assim, neste trabalho, proponho a documentação da obra de Ana Maria Amaral no que se refere à sua atuação como diretora do Grupo O Casulo Bonecobjeto, refletindo acerca do seu pensamento sobre o inanimado no teatro, tanto no cenário artístico nacional, quanto o internacional.

Situação: Finalizado
2005 - 2009
A especificidade do objeto no teatro de Tadeusz Kantor.

Neste trabalho, de caráter estético e histórico, proponho uma reflexão sistematizada sobre a obra de Tadeusz Kantor (Polônia, 1915-1990) no que se refere ao uso do objeto no teatro. Do estudo de dois espetáculos Não Voltarei Jamais e Hoje é Meu Aniversário, procurarei demonstrar ser o objeto cênico o responsável pela elaboração de um universo artístico único, regido por uma moral própria, que é capaz de constituir as suas próprias leis: as leis da arte. Um momento de fundamental importância para o teatro contemporâneo a partir da segunda metade do século XX.

Situação: Finalizado
Projetos de extensão
2008 - Atual
Teatro Didático da UNESP

O Teatro Didático da UNESP é um grupo de extensão universitária que integra, professores e alunos do Instituto de artes da UNESP em busca do desenvolvimento de formas expressivas e renovadoras da criação teatral. Desde o ano de 2010, marca definitivamente a opção pelo teatro visual, uma das vertentes do teatro de formas animadas, como sua linguagem poética. No seu processo de criação e pesquisa, são considerados os mais variados elementos: a máscara, o boneco, o objeto e a matéria de uma maneira geral, e a presença viva do ator. Todos esses elementos são considerados com o mesmo grau de importância na criação cênica.

Situação: Em Andamento
2008 - 2010
Projeto 600g

Objetivos: desenvolvimento de atividade de pesquisa articulando professores e alunos na busca de formas expressivas e renovadoras de criação cênica, sobretudo naquilo que se refere ao trabalho do ator, e ao mesmo tempo da produção teatral, e concomitante ao desenvolvimento de uma metodologia para o ensino do teatro. A primeira parte do trabalho, em execução, desenvolve um processo de experimentações a partir de 50 exercícios e jogos, consagrados pela ?pedagogia? teatral. Cada um desses jogos e exercícios são experimentados por duas alunas em todas as suas possibilidades de execução. Em seguida há um processo de reflexão escrita acerca do resultado obtido e qual a pertinência do seu uso. A partir destes jogos e exercícios selecionados e experimentados, se inicia um trabalho de transformação dos mesmos objetivando, não uma variação, mas uma forma nova e autônoma que se constitua como um processo contínuo e evolutivo de criação. Ao contrário dos jogos e exercícios tradicionais, estes novos, não são aleatórios; estão articulados uns aos outros, o que permite a organização de uma metodologia cujo resultado expressivo é obtido gradualmente. Para cada jogo ou exercício, dito tradicional, outras três formas são desenvolvidas. Esse resultado está sendo documentado, analisado

Situação: Em Andamento
2008 - 2009
Romeu e Julieta

Romeu e Julieta nasceu do desejo de integrar em um mesmo projeto alunos dos três departamentos do Instituto de Artes da Unesp (Licenciatura em Arte-teatro, Música, Artes visuais). A encenação de Romeu e Julieta busca proporcionar aos alunos, principalmente os de teatro, vivências artisticas fora da sala de aula. Além de alunos dos três departamentos, esse projeto também foi aberto à participantes da comunidade externa. O espetáculo, resultado do processo de investigação sobre várias linguagens - teatro popular, máscaras, circo, dentre outras, participará da inauguração do teatro do novo campus do Instituto de Artes, em São Paulo. O espetáculo permanecerá alguns meses em cartaz sendo oferecido gratuitamente para a população.

Situação: Finalizado

Produções

Produção Bibliográfica

Artigos completos publicados em periódicos (9)
  1. CINTRA, Wagner. Método e Processo: a pedagogia kantoriana por meio de algumas cricotages. Moringa - Artes do Espetáculo (UFPB), v. 7, p. 97 - 110, 2016.
  2. CINTRA, Wagner. Ana Maria Amaral e a história de Palomares. Móin-Móin (UDESC), v. 12, p. 12 - 20, 2015.
  3. CINTRA, Wagner; BATISTA, L. L.. Estética da sensibilidade: debatendo as diretrizes curriculares nacionais para o ensino médio regular. Eccos Revista Científica (Impresso), v. 36, p. 119 - 127, 2015.
  4. CINTRA, Wagner. Considerações acerca das pesquisas e influências de Tadeusz Kantor no Brasil. Revista VIS (UnB), v. 11, p. 7 - 21, 2014.
  5. CINTRA, Wagner. Considerações acerca do teatro visual e da dramaturgia da visualidade. Móin-Móin (UDESC), v. 12, p. 95 - 109, 2014.
  6. CINTRA, Wagner. The short story Tadeuusz Kantor in Brazil. Polish Theatre Perspectives - International Theatre Journal, v. 1, p. 101 - 112, 2011.
  7. CINTRA, Wagner. A dramaturgia da imagem no teatro de Tadeusz Kantor. Rebento: Revista de Artes do Espetáculo, v. 2, p. 88 - 97, 2010.
  8. CINTRA, Wagner. O teatro de formas animadas na licenciatura em Arte-Teatro. Revista PETulante, v. 3, p. 60 - 63, 2009.
  9. CINTRA, Wagner. A marionete no espírito das vanguardas históricas - uma desculpa para falar de Tadeusz Kantor. Móin-Móin (UDESC), v. 2, p. 203 - 217, 2006.
Capítulos de livros publicados (3)
  1. CINTRA, Wagner. History and Stories of Animation Theater in Brazil, 1970 ? 2010., p. 53 - 71, 2015.
  2. CINTRA, Wagner. A poética da imagem como princípio de conhecimento: Uma experiência com o teatro de ?bonecos? na Licenciatura em Arte-Teatro na Unesp., p. 1 - 15, 2014.
  3. CINTRA, Wagner. Um pouco de História e estórias do teatro de animação no Brasil 1970 a 2010., p. 80 - 100, 2014.
Textos em jornais de notícias/revistas (2)
  1. CINTRA, Wagner. Sobe procura por professor de teatro. Folha de São Paulo - Fovest, São Paulo p. 2 - 2, 2010.
  2. CINTRA, Wagner. Tadeusz Kantor e o circo da morte. Folha de São Paulo, São Paulo p. 0, 2001.
Trabalhos completos publicados em anais de congressos (9)
  1. CINTRA, Wagner. Teatro e Tecnologia. Teatro e Tecnologia, Aveiro:UA Editora, 2015 v. 1, p. 182 - 184
  2. CINTRA, Wagner. O teatro visual e os princípios da dramaturgia da visualidade na encenação de O Rio ? espetáculo teatral inspirado no poema homônimo de João Cabral de Melo Neto e encenado pelo teatro Didático da Unesp.. Desalinhavando Fronteiras, 2013
  3. CINTRA, Wagner. Reflexões acerca do ensino do teatro de formas animadas no curso de Licenciatura em Arte-Teatro do Instituto de Artes da Unesp.. O teatro de animação nas universidades brasileiras, Florianópolis:CEART-UDESC, 2012 v. 1, p. 8 - 22
  4. CINTRA, Wagner. A poética da imagem como princípio de conhecimento: Uma experiência com o teatro de ?bonecos? na Licenciatura em Arte-Teatro na Unesp. Eu artista, tu artista, ele artista, UFC:, 2012
  5. CINTRA, Wagner; D'AVILA, F. R.. Teatro de objetos, uma prática contemporânea do teatro de animação. Poéticas visuais e processos de criação, Goiania:Programa de Pós-Graduação em /arte e Cultura Visual - FAV-UFG, 2012 p. 626 - 636
  6. CINTRA, Wagner. Uma Introdução ao Teatro Visual de Leszek Madzik. Memória Abrace Digital, POrto Alegre:ABRACE, 2012
  7. CINTRA, Wagner. O Rio - a imagem na poesia de João Cabral de Melo Neto no contexto do teatro visual na encenação ralizada pelo Teatro Didático da UNESP. O Rio - a imagem na poesia de João Cabral de Melo Neto no contexto do teatro visual na encenação ralizada pelo Teatro Didático da UNESP, 2011
  8. CINTRA, Wagner. O incidente nuclear de Palomares e a renovação do teatro de bonecos em São Paulo. I Congresso Memórias e Identidade Cultural Paulistas: Do Material ao Imaterial, São Paulo:Laboratório de Pesquisa em Identidade e Diversidade Cultural do IA/UNESP, 2010 p. 34 - 38
  9. CINTRA, Wagner. A morte como poética no teatro de Tadeusz Kantor. Memória Abrace Digital, 2010
Resumos publicados em anais de congressos (1)
  1. CINTRA, Wagner. Ilo Krugli y Ana Maria Amaral - Contextos de Teatro de Títeres en Brasil. IV - Conferência Nacional de Teatro de Pesquisa e Crítica - 2012, Buenos aires:, 2012
Apresentações de Trabalho (9)
  1. CINTRA, Wagner.Teatro e tecnologia. Universidade de Aveiro. 2015
  2. CINTRA, Wagner.Palomares e Cobra Norato O Casulo e Giramundo ? renovadores do Teatro de Marionetes no Brasil. Universidade de Évora. 2015
  3. CINTRA, Wagner.El teatro de formas animadas en la UNESP. Faculdade de Filosofia, Letras e Artes. 2014
  4. CINTRA, Wagner.La escenificación de El Río y los principios de la poesía visual del Teatro Didático de la UNESP. Cátedra Ingmar Bergman en Cine y Teatro. 2014
  5. CINTRA, Wagner.Tadeusz Kantor y el Circo de la Muerte. Argentina. 2014
  6. CINTRA, Wagner.En el umbral de lo desconocido - Reflexiones sobre el objeto en el teatro de Tadeusz Kantor. Argentina. 2014
  7. CINTRA, Wagner.Considerações acerca do Teatro visual e da dramaturgia da visualidade. Sociedade Cultura Artística. 2014
  8. CINTRA, Wagner.O teatro visual e os princípios da dramaturgia da visualidade na encenação de O Rio ? espetáculo teatral inspirado no poema homônimo de João Cabral de Melo Neto e encenado pelo teatro Didático da Unesp.. Universidade Federal de Santa Maria. 2013
  9. CINTRA, Wagner.A morte como poética no teatro de Tadeusz Kantor. UNESP. 2010

Produção Técnica

Assessoria e Consultoria (3)
  1. CINTRA, Wagner. Projeto VAI - Fundo de Valorização de Iniciativas Culturais. 2009.
  2. CINTRA, Wagner. Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes - ENADE 2009 - Comissão Assessora de Avaliação da Área de Teatro. 2009.
  3. CINTRA, Wagner. Projeto VAI (Fundo de Valorização de Iniciativas Culturais). 2008.
Processo Técnica (1)
  1. CINTRA, Wagner. A tradução do humor dos coveiros em Hamlet. 2012.
Curso de curta duração ministrado (8)
  1. CINTRA, Wagner. O paralelo da loucura - encenação de memórias - (